Coimbra

Faculdade de Letras testa integração de inteligência artificial nas salas de aula

21 de abril de 2026 às 07 h58
Diretor, Albano Figueiredo, destacou a investigação feita na FLUC | Fotografia: Ana Catarina Ferreira

Em entrevista ao DIÁRIO AS BEIRAS, o diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) revelou que a instituição está a realizar um “projeto-piloto” de integração da inteligência artificial no ensino das humanidades. Albano Figueiredo deu nota dos níveis de investigação feitos pelos docentes e frisou a importância do Centro de Línguas, no posicionamento estratégico da própria Universidade de Coimbra. Hoje realiza-se o Dia Aberto da faculdade, que celebra este ano 115 anos.

Na sua tomada de posse disse que queria mais estudantes de mestrado e de doutoramento. O que é que falta os cativar?

Nós percebemos que no 2.º e no 3.º ciclo tínhamos que fazer algo semelhante à renovação formativa que fizemos nas licenciaturas. Isto é, permitir que a nossa oferta esteja mais adequada aos tempos novos.

Introduzimos o mesmo princípio da livre escolha, pelo menos, de uma pequena parte do currículo. Um aluno de mestrado tem cinco unidades curriculares no primeiro ano da área de especialização, mas pode escolher uma unidade curricular de um outro curso de mestrado da FLUC ou até da UC.

Em alguns cursos, o estudante pode até escolher duas das seis unidades curriculares e depois fazer estudos e uma dissertação de mestrado, um projeto, ou um relatório com o estágio, com uma dinâmica mais interdisciplinar.

E há novos cursos?

Sim. No próximo ano vão funcionar pela primeira vez um curso de mestrado em Estudos Africanos e um curso novo de mestrado na área da Gestão das Artes.

Também já mexemos, por exemplo, a oferta formativa na área da comunicação. Os estudantes têm a possibilidade de optarem entre algumas unidades, não tendo de fazer uma estrutura fixa no mestrado e doutoramento.

No caso do doutoramento, introduzimos uma real aproximação entre aquilo que se faz nos doutoramentos e o que se faz nos nossos centros de investigação.

Introduzimos um seminário de investigação para a maioria dos cursos logo no segundo semestre do primeiro ano. Nesse seminário há uma ligação com aquilo que se faz em termos de investigação. Estamos a preparar os nossos estudantes de doutoramento para a investigação e a elaboração da sua tese de doutoramento.

Essa oferta interdisciplinar que falou é também a forma mais eficaz da FLUC ser mais competitiva?

Sim, não é a única, mas é também um fator. Por um lado, alargamos a áreas novas e em que a FLUC já tem investigação.

Esta inovação e este lado interdisciplinar permitem que um estudante que queira, por exemplo, fazer um mestrado em História possa, se tiver interesse, ir fazer uma unidade curricular a um mestrado de Estudos Clássicos. Isto torna a nossa oferta mais atrativa e permite aos estudantes cumprirem, para além da especialização que procuram, um ou outro interesse pessoal. Esse lado interdisciplinar é um caminho em que toda a UC tem vindo a apostar.

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