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Europeias – leitura interna

15 de junho às 15h00
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Eleições na união Europeia

Vencedor absoluto só houve um: o novo sistema de voto em mobilidade que se demonstrou prático, útil e seguro tendo funcionado sem percalços logo à primeira vez.
Luís Montenegro esteve muito bem, com sentido de Estado, ao ter pedido uma saudação ao governo anterior, mais propriamente a José Luís Carneiro pelo feito.
E derrotado absoluto também: nós todos que falhámos a mobilização democrática e cívica que os 50 anos do 25 de Abril justificavam e permitimos uma taxa de abstenção quase de quase 64%.
De resto por cá, como na Europa, o centro moderado ganhou. Com um “vitorinha” do PS e uma “derrotinha” da AD /PSD. Ficaram ambos onde estavam antes das eleições.
Ao contrário do que aconteceu no resto da União a extrema direta não teve a ascensão fulgurante que Ventura patrocinava. No espaço europeu a ascensão não foi fulgurante, mas a diferença entre o bloco PPE/S&D e Renew (liberais) e o PCR e ID não foi enorme.
Também ao contrário do resto da União os liberais portugueses tiveram um excelente arranque na sua representação europeia enquanto o Renew registou uma queda impiedosa.
Como epifenómeno notar que o PAN falhou a representação parlamentar e ficou abaixo, em termos de votos, do ADN!
E agora?
Agora nada. Tudo como dantes em Abrantes se contássemos apenas com o exercício eleitoral para mandatos no Parlamento.
O problema, ou não, é que António Costa quer ser presidente do Conselho Europeu. O que é bom. Para António Costa, se assim o quer, para Portugal e para a União que pretende manter, a partir do bloco moderado, opções experimentadas e dialogantes entre si. Não é despiciendo o diálogo construtivo que Costa consegue manter com Von der Leyen ao contrário do fogo contínuo disparado por Charles Michel.
E este assunto tem implicações. O apoio claramente dado por Montenegro a esta possível candidatura condiciona o belicismo oposicionista de Pedro Nuno Santos que, aliás, veio até já dizer que não será ele nem o PS a causa de qualquer instabilidade política nacional.
Portanto, as europeias serviram, porque tudo correu bem a nível europeu, para dar força à candidatura de António Costa e dar um folgo extra à corrida pela aprovação do OE 24 ao Executivo em funções.
Tudo o mais é distração!

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