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Empresa de Ambiente do Pinhal Interior melhora indicadores, mas regista resultado líquido negativo de 0,6 ME

24 de abril de 2026 às 10 h43
Empresa teve um resultado líquido negativo de 608 mil euros em 2025 | Fotografia: Arquivo

A APIN – Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior teve um resultado líquido negativo de 608 mil euros em 2025, mas o exercício mostra uma melhoria dos indicadores financeiros, de acordo com relatório de gestão.

A empresa intermunicipal, que opera na área da água, saneamento e resíduos em dez concelhos do interior dos distritos de Coimbra e Leiria, teve um resultado líquido negativo em 2025, mas ainda assim longe dos resultados registados em 2023 (2,5 milhões de euros negativos) e em 2022 (1,7 milhões negativos).

Nesses anos, a APIN teve os piores resultados entre empresas municipais e intermunicipais do país, situação que não aconteceu em 2024, ano em que a empresa contabilizou uma indemnização que ainda não foi processada, no âmbito da saída do município de Penacova daquela entidade.

 

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O exercício de 2025 “evidencia uma melhoria significativa da eficiência operacional e dos indicadores económico-financeiros da empresa, traduzindo-se numa evolução positiva dos resultados face a exercícios anteriores”, notou a APIN, no relatório de gestão e contas de 2025 consultado pela agência Lusa.

“Os resultados financeiros de 2025 refletem uma transição que foi sendo feita na empresa, desde a sua constituição, e os investimentos que foram sendo feitos e que permitem à empresa ter mais eficácia”, disse à agência Lusa o presidente da APIN, Rui Sampaio.

O também presidente da Câmara de Góis considerou que, apesar de a empresa intermunicipal manter resultados líquidos negativos, o registo de 2025 “é substancialmente diferente dos outros”.

“Se fosse possível deduzir o IVA [situação que a APIN contesta junto da Autoridade Tributária], a APIN já teria resultados positivos, que essa questão tem um impacto de mais de meio milhão de euros”, notou.

Rui Sampaio disse que a empresa intermunicipal, “mantendo o rumo de investimento feito”, está no caminho de conseguir, no futuro, “apresentar resultados líquidos positivos”.

Recordou ainda que a realidade dos municípios antes da criação da APIN era de “resultados líquidos negativos muito superiores”.

O presidente da APIN defendeu igualmente uma tarifa de água igual para todos os territórios, tal como acontece com a tarifa da luz, recordando que assegurar o abastecimento de água e saneamento em territórios de baixa densidade demográfica e com “características orográficas difíceis” torna a operação sempre mais cara do que num contexto urbano e densamente povoado.

Sobre o litígio com a Câmara de Penacova, que saiu da APIN, Rui Sampaio afirmou que o processo ainda não terminou, admitindo que a empresa gostaria de resolver o diferendo “da forma mais célere possível”.

“Ainda não foi possível encontrar uma solução, que terá também um impacto financeiro [a APIN exige uma indemnização ao município pela saída da empresa]”, afirmou o presidente da empresa intermunicipal.

Segundo o relatório de gestão e contas, a APIN tem continuado a reduzir o número de trabalhadores, que em 2025 eram 176, quando em 2023 eram 207.

A APIN opera nos concelhos de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande (no distrito de Leiria), e nos concelhos de Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Penela e Vila Nova de Poiares (no distrito de Coimbra), num território com cerca de 66 mil habitantes.

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