Coimbra

Corte de 30% no orçamento não diminui a oferta cultural do Festival das Artes QuebraJazz

03 de junho de 2026 às 11 h15
Festival foi ontem apresentado | Fotografia: Ana Catarina Ferreira

A edição de 2026 do Festival das Artes QuebraJazz teve um corte de 30% no seu orçamento, mas não “vergou” a organização, que garante manter os padrões de qualidade apresentados nos últimos 16 anos no evento. Este ano vão ser 28 momentos culturais a decorrer na cidade de Coimbra nos meses de julho e agosto.

O diretor do festival, Miguel Lima, não deixou, no entanto, de lamentar o corte no orçamento, muito graças à mudança de regras do concurso da Direção-Geral das Artes (DGArtes).

“O orçamento teve um corte de 30% efetivamente. Um dos aspetos que nos marcou mais foi o facto de a DGArtes ter alterado a fisionomia dos concursos, só podendo ser candidatas atividades a partir de 1 de setembro. Nós ficámos de fora. Nós e todos os festivais de relevo que se realizam neste país até 31 de agosto”, começou por explicar Pedro Lima, lembrando que o QuebraJazz costumava ter sempre a dotação máxima atribuída pela DGArtes.

“Nos últimos anos temos tido sempre o apoio máximo da DGArtes. Com essa candidatura garantíamos sempre 55 mil euros. É um valor bastante avultado que nos dificultou imenso, com consequências”, disse.

Contraponto é o tema desta edição Apesar das dificuldades financeiras impostas nesta edição, a organização – com a Fundação Inês de Castro – apresentou um programa com 28 momentos culturais, entre a Colina de Camões e as Escadas Quebra Costas, mas também o Convento São Francisco ou o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

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