Coimbra: 44 anos depois não há Serenata da Queima das Fitas
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A 23 de maio de 1980, à meia-noite, e depois de dois anos de várias experiências não oficiais, a Serenata Monumental ditava o regresso da Queima das Fitas a Coimbra e das tradições académicas, depois do luto académico, que perdurou entre 1969 e 1979.
Segundo a dissertação de mestrado em História de Carlos Miguel Jorge Martins, intitulada “Coimbra 1969 -1970/80: Luto Académico, Tradição Coimbrã e Mudança Política”, um ano antes tinha havido uma serenata não oficial e, por oposição, um evento chamado “Dia da Flor”, organizado pela União dos Estudantes Comunistas e que contou com músicos como Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho ou Paulo de Carvalho.
Exatamente 44 anos depois, a Queima das Fitas volta a não ter Serenata Monumental.
A Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF) anunciou ontem o cancelamento da serenata que estava prevista para esta noite.
“Após esgotar todos os prazos para garantir todas as condições de segurança e logísticas exigidas pelas autoridades competentes para a organização da Serenata Monumental da Queima das Fitas, a COQF vem por este meio comunicar que a mesma não se irá realizar este ano”, refere a organização, em comunicado.
A COQF realça a importância de não se criarem divisões na academia, na medida em que “continuam todos a trabalhar no sentido de devolver a Serenata ao seu sítio tradicional, assegurando todas as condições de segurança que permitam a emissão de autorização por parte das entidades com a prerrogativa legal para o fazer”.
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Será mesmo? Se a memória não me falha, na década de 2000 houve um ano (algures 2003-2005) em que também não ia ser realizada na Sé Velha e foi cancelada no próprio dia.