Lousã

Associação Empresarial Serra da Lousã exige apoios para empresas afetadas

28 de janeiro de 2026 às 19 h52

A Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL), que representa mais de 250 empresas de oito concelhos, exigiu hoje medidas de apoio às empresas afetadas pela passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição na região Centro.

A associação, sediada na Lousã, no interior do distrito de Coimbra, reclamou, em comunicado enviado à agência Lusa, a ativação urgente de mecanismos excecionais de apoio às empresas prejudicadas, à semelhança do que foi implementado em situações anteriores de natureza excecional, como aquando da tempestade Leslie, em 2018.

Entre as medidas consideradas prioritárias, a AESL defendeu a criação de linhas de financiamento específicas e/ou apoios financeiros diretos para reparação dos danos e reposição da capacidade produtiva e programas de comparticipação para recuperação de infraestruturas e equipamentos essenciais.

Além disso, pretende ainda medidas excecionais de natureza fiscal e contributiva dirigidas às empresas comprovadamente afetadas.

A associação tem estado desde a manhã de hoje a efetuar o levantamento dos prejuízos no tecido empresarial, que sofreu “danos significativos em várias empresas, nomeadamente com a destruição parcial ou total de coberturas, infiltrações graves e prejuízos em infraestruturas produtivas e comerciais”.

“Os impactos registados colocam em risco a normal atividade de diversas empresas, com consequências diretas na capacidade operacional, na segurança dos trabalhadores e, em alguns casos, na continuidade dos negócios, afetando a estabilidade do tecido económico local”, sustentou.

Criada em 2014, a AESL tem como principais objetivos defender, promover e apoiar as empresas dos concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, do distrito de Leiria, e Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares, do distrito de Coimbra.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou cinco mortos.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Últimas

Lousã