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Arganil: “Tivemos um momento de adversidade, mas temos capacidade para ultrapassar”

03 de setembro de 2025 às 09 h48
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

De que forma é que os incêndios que afetaram o concelho vão marcar esta edição da FICABEIRA e o Dia do Município?

Vamos tentar que não marquem, pelo menos não marquem de forma significativa. Tudo indica que, em cenários adversos, devemos recuperar a normalidade tão rapidamente quanto possível. Nós queremos afirmar as festas do concelho como um momento de normalidade. É certo que passámos por momentos de grande adversidade, mas também é certo que estamos habituados a ultrapassar os momentos difíceis. É com essa normalidade que temos a assinalar estas festividades.

Que mensagem vai querer passar durante a festa?

Quase 40% da área do concelho foi consumida por este incêndio. Aquilo que a realidade, a experiência e a história deste território nos diz, é que a vida nestes territórios nunca foi fácil. Nunca nada nos apareceu de mão beijada, nunca nada foi oferecido, teve que ser tudo conquistado com suor e lágrimas. A mensagem que queremos passar é exatamente essa, é de se perceber que tivemos um momento de adversidade, mas que temos capacidade coletiva para ultrapassar. Se fossem os momentos de adversidade que nos fizessem ficar no chão, nós já estávamos deitados no chão há muito tempo, e não nos teríamos levantado. A mensagem é de esperança em relação ao futuro. O fogo está apagado, mas sabemos que, a seguir, vem outra confusão. Já sabemos que vai ser mais um ano que vamos andar ocupados com este exercício de andar a correr atrás do prejuízo.

Mas o que é que uma autarquia pode fazer?

É sempre um exercício muito complicado porque nós estamos a falar de uma área muito grande. Nós sabemos que o tempo disponível para concretizar algumas medidas é incompatível com a respetiva concretização. Prevê-se que para a semana aconteçam chuvas intensas, e isto dá um horizonte temporal muito curto para implementar o que quer que seja. No entanto, na terça-feira, foi testado um projeto piloto onde foram espalhados 50 quilos de centeio na Serra do Açor com o objetivo de evitar a erosão dos solos, tentar que estes regenerem e impedir que as cinzas deslizem até aos cursos de água.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital do dia 03/09/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Daniel Filipe Pereira e Lurdes Gonçalves

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