Académica – Três semanas para preparar o ataque aos quatro primeiros
Arquivo FPF
Marcar muito e sofrer mais. Três semanas depois da estreia de António Barbosa no “banco”, será a mesma Académica que vai voltar da paragem no campeonato? É a pergunta que os adeptos podem descobrir este domingo à tarde no Calhabé.
A Académica vai ter de fazer aquilo que ainda não conseguiu nesta edição da Liga 3, vencer dois jogos seguidos, e ainda aquilo que ninguém foi capaz: derrotar o Belenenses.
Depois de uma estreia emotiva, com um golo aos 97 minutos que deu a vitória em casa do 1.º Dezembro, António Barbosa teve três semanas para se concentrar em moldar a equipa às suas ideias e recuperar os lesionados.
Foi uma vitória da “atitude competitiva” e do “querer” em Massamá, como o próprio treinador destacou no final do encontro.
Sem tempo para mudar muita coisa antes da estreia, o técnico admitiu que o seu trabalho foi essencialmente “ajustar alguns pormenores” e atribuiu o mérito da vitória ao trabalho feito pelos antecessores. Mas e agora?
A Académica já passou por algumas transformações esta temporada, sobretudo na disposição tática. Com Pedro Machado, o plantel foi construído para jogar em 3x5x2, mas a chegada dos reforços “a conta-gotas” dificultou as opções e os erros defensivos obrigaram o treinador a ensaiar soluções diferentes. A derrota por 3-1 frente ao Atlético levou o treinador a pedir para sair e Fausto Carvalho teve de “aguentar o barco” até à chegada de António Barbosa.
O interino mudou o sistema, passou a jogar com uma defesa a quatro e entusiasmou os adeptos, apesar do afastamento da Taça de Portugal aos pés do Torreense. Um sistema que António Barbosa optou por manter na sua estreia, em que conquistou a segunda vitória da temporada a contar para a Liga 3.
O 4x3x3 ou 4x2x3x1 são, diga-se, os esquemas que António Barbosa mais tem utilizado nos clubes por onde tem passado. Resta perceber se tem “mão de obra” para isso.
Mudança de esquema
Mas não se pode, para já, dizer que a “culpa” de sofrer muitos golos era da defesa a três. Afinal, com Pedro Machado ao leme, a Académica marcou 10 golos e sofreu outros tantos. No período de transição com Fausto Lourenço sofreu quatro golos e marcou dois, em dois jogos, é certo. E só com António Barbosa marcou mais do que sofreu, mas a amostra é de apenas um jogo.
No total, a Académica leva, esta época, 14 golos marcados e 15 sofridos. Quanto a números apenas do campeonato, os estudantes levam 12 golos marcados e 14 sofridos, o que os torna na pior defesa mas também no melhor ataque da série B.


