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Coimbra

“A instituição que os acolhe é muitas vezes a única mãe que conheceram”

13 de janeiro às 09h29
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DB/Foto de Pedro Ramos

“Alice” não terá tido tempo, sequer, para sentir a curiosidade do mundo que habita a infância. Faleceu há poucos dias, depois de uma vida marcada por abusos, maus-tratos, negligência.

A menina, que sofria de uma doença rara que lhe dava uma esperança de vida “baixíssima”, enfrentou vários internamentos e viveu com cicatrizes profundas – era ainda uma criança quando foi vendida para casar com um homem mais velho no Baixo Alentejo. Por estes dias, iria celebrar 17 anos.

“Esta menina conheceu o sofrimento e, apenas a espaços, o carinho das cuidadoras das casas de acolhimento por onde passou”, conta João Pedro Gaspar, mentor e presidente da Plataforma de Apoio a Jovens Ex-Acolhidos (PAJE), com sede em Coimbra, a única organização a apoiar jovens em situação de pós-acolhimento.

Todos os dias, há crianças e jovens retirados à família e colocados à guarda de instituições, sobretudo por falta de acompanhamento, mas também por maus tratos, abusos ou mau comportamento. De acordo com o relatório CASA, Portugal tinha em 2023 (últimos dados disponíveis) 6.446 crianças e jovens com medida de acolhimento.

Pode ler a notícia completa na edição impressa do dia 14/01/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Patrícia Cruz Almeida

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