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“A burocracia contribui para a baixa produtividade do país”

12 de janeiro de 2026 às 10 h16
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Com muitos anos de vida político-partidária, decidiu agora candidatar-se a presidente da Comissão de Coordenação e  Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). O que é que o motivou para avançar para este cargo?

Assumo-o como mais um desafio da vida política de um cidadão que, com 28 anos de vida autárquica, continua disponível para continuar a prestar serviço público, neste caso como presidente da CCDRC, sendo que as CCDR são instituições do estado de grande relevância para o país, com um papel importante nas regiões e em cooperação muito grande com a administração central. Entendi que esta candidatura era motivante, o que demonstrei às forças vivas da região Centro, de forma a dedicar-me com toda a minha dedicação e energia, reforçadas depois de receber o apoio institucional do PS e do PSD,.

A sua forte ligação ao PSD, com cargos partidários nacionais de relevo, dificultou o consenso a que foi preciso chegar para se apresentar como candidatura única?

Não, não houve qualquer dificuldade. Antes da relação partidária, há a relação das pessoas. Eu tenho uma relação, enfim, com muitos presidentes de câmara do Partido Socialista, muito forte, mesmo com os mais recentes, de Coimbra e Viseu, que são pessoas da minha relação política pessoal muito antiga e de confiança, tal como com presidentes de câmara mais antigos, como os de Castelo Branco e Leiria. Portanto, nesse percurso longo de 28 anos de autarca, além de ter sido também, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios e membro do Comité das Regiões da União Europeia, há uma construção de relações pessoais muito fortes, obviamente transversais aos partidos, que é sempre mais importante do que a nossa estrita militância partidária.

Numa entrevista publicada a 9 de janeiro último no DIÁRIO AS BEIRAS, a presidente cessante da CCDRC, Isabel Damasceno, identifica os pontos positivos do novo modelo para o cargo de presidente, agora através de eleição, mas também regista o que chamou défice de representatividade do colégio eleitoral, por não contemplar outras instituições para além das autárquicas. Concorda?

Eu tive o gosto de ler a entrevista da Isabel Damasceno ao DIÁRIO AS BEIRAS e, portanto, nessa componente, como noutras, subscrevo completamente aquilo que ela disse. De facto, as CCDR abriram este processo de eleição, ou seja de democratização, embora num universo, que eu reconheço, é restrito aos autarcas, sejam dos órgãos executivos ou deliberativos. É positivo, mas é um processo que está em crescimento, que espero que se venha a fazer, integrando outras forças vivas. Obviamente que os autarcas têm essa condição diferenciada de serem eleitos, em sufrágio universal, o que não acontece com as outras entidades.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (12/01/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

António Rosado

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