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O PS, entre a “sovietização” e o liberalismo d’aquém”

15 de maio de 2026 às 10 h15

O Partido Socialista vive hoje de uma enorme falta de identidade. A forma como reagiu às derrotas eleitorais são a evidência.
Qualquer organização, seja de que índole for, após algo correr mal, seja na política, como nas organizações sociais e outras, ou no desporto, não deixaria de tentar perceber quais as causas para antecipar consequências.

Ao não assumir a responsabilidade de primeira figura do PS assumindo a sua liderança até às eleições autárquicas – nunca esteve preparado, nem perfil para tal – Carlos César não fez mais do que hipotecar o futuro colectivo dos socialistas.
A “subida” por falta de, permitiu a José Luis Carneiro assumir a responsabilidade de liderar o Partido Socialista.
A consequência, por falta de debate livre e aberto determinará uma crise interna.
É necessário que os eleitores confiem no Partido Socialista. Mais, tenham confiança que um debate de ideias determinará políticas públicas de valor acrescentado.

O PS é um partido de poder e não um partido frentista!
Os socialistas precisam que o seu Secretário-Geral, tal como fez Mário Soares em tempo de grave crise, pendure o “fato domingueiro”, “puxe as mangas, ponha o casado pelo ombro”, para motivar e estimular os socialistas para o combate por uma sociedade diferente.

“Uma imagem vale por mil palavras”!

A proposta para que os socialistas se juntem aos magotes para a eleição de órgãos internos sem discussão prévia – unidade na acção – porque o debate não existiu nem se deseja que exista, é um princípio que o PS sempre combateu, parecendo orientações, vindas de um qualquer comité central.
A reacção ao centralismo vem de um “liberalismo d’aquém”, sem orientação nem estratégia política, navegando à vista sem rumo definido. “Seja o que Deus quiser” e para onde nos levar!

Dois disparates juntos, tornam o disparate ainda maior e de difícil resolução para quem vier a seguir! Sim, porque há sempre um “day after”!
Resta saber, se o PS está disponível para ser e desenvolver a sua matriz social democrata, ou se quer continuar no limbo, a baloiçar entre a “sovietização e o liberalismo bacoco”!

Mais, se está disponível para aprofundar valores e princípios de uma sociedade avançada, no respeito pelo valor do trabalho, ou se aborta esses valores e princípios e se passa a reger “pelo não sei quê da política”, sem estratégia e sem rumo.

Aquilo a que se chama “Terceira Via” poderá levar ao aprofundamento e desenvolvimento das ideias populistas, aliás, como se está a ver no Reino Unido. Seria um desastre!

Se os portugueses trabalham muito e produzem pouco, a responsabilidade estará em quem não consegue gerir uma empresa com visão de futuro.
Há um segmento de recta – porção finita de uma recta – a preencher pela social democracia. Será nesse segmento de recta que os socialistas e simpatizantes se deverão rever. Sabe-se bem como!

No limite, AD e CHEGA estarão de acordo em muitas matérias da governação,
Há uma questão crucial na política portuguesa; “o quão mal servidos estamos em termos da natureza e qualidade do debate político e mediático”!
E com esta me vou!

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