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Troço do metrobus entre Lousã e Serpins fica fechado até agosto por causa de talude

10 de março de 2026 às 08 h49
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O troço suburbano do chamado ‘metrobus’ entre a Lousã e Serpins deverá ficar fechado até agosto, altura em que deverão estar concluídas as obras de três milhões de euros para corrigir talude instável desde janeiro.

O troço de seis quilómetros que inclui as últimas três estações do canal (Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins), no concelho da Lousã, está fechado desde 24 de janeiro, devido ao deslizamento de terras que deixaram um talude instável.

As obras para a correção do troço e garantir condições de segurança de circulação dos autocarros articulados elétricos naquela parte do canal arrancaram hoje, anunciou o presidente da Câmara da Lousã, Victor Carvalho, que falava numa sessão de esclarecimento no Mercado de Serpins, que contou com a presença de dezenas de pessoas.

O autarca esclareceu que esta empreitada terá um custo de cerca de três milhões de euros e tem um prazo de “cinco a seis meses de obra”.

“Estaremos no terreno para garantir que os prazos são cumpridos e que os transtornos são o mínimo possível”, disse Victor Carvalho, referindo que a Metro Mondego, que assegura a operação do ‘metrobus’, irá escrutinar também os transportes alternativos entre Serpins e Lousã.

“Há um forte investimento e um esforço significativo desde que tivemos conhecimento do deslize do talude para podermos arrancar com a obra. Entre termos conhecimento e percebermos o que era preciso fazer e o início da obra demorou um mês”, salientou o vogal da Metro Mondego Ricardo Cândido, esclarecendo que nos três milhões de euros estão incluídos cerca de 220 mil euros para os transportes alternativos enquanto a empreitada não estiver concluída.

Duarte Miguel, engenheiro da Infraestruturas de Portugal (IP), referiu que o trabalho no talude foi feito “por antecipação”, salientando que, aquando da empreitada, não foi identificado qualquer problema naquela infraestrutura.

O fecho do canal “tanto acontecia neste sistema como num sistema ferroviário”, esclareceu o engenheiro, sublinhando que, no caso da ferrovia, um deslizamento de talude levaria a uma interrupção mais longa.

Durante a sua intervenção, depois de notar um “saudosismo pelo comboio”, vários dos presentes defenderam a ferrovia – o canal ferroviário deu lugar ao atual sistema de autocarros articulados.

“Eu tenho muitas saudades [do comboio], porque levava toda a gente e não ia ninguém de pé. Agora é uma canastra”, afirmou uma mulher que assistia à sessão.

Perante as críticas, Ricardo Cândido disse que o sistema está desenhado para “todas as pessoas irem sentadas” entre Serpins e Miranda do Corvo.

Durante a sessão, ouviram-se várias vozes que apontaram para um desfasamento entre o ‘metrobus’ e os autocarros que fazem agora a ligação entre Serpins e Lousã, relatando casos de pessoas ficarem apeadas e sem autocarro.

Ricardo Cândido reconheceu “algumas dificuldades na coordenação entre serviços alternativos e ‘metrobus’”, vincando que a Metro Mondego contratou recentemente uma nova empresa para assegurar esse serviço nos próximos seis meses e espera que esse problema possa ser resolvido, num contacto direto entre o posto de operações e motoristas.

O presidente da Junta de Freguesia de Serpins, Jorge Lima, aclarou que os serviços alternativos asseguram o mesmo número de viagens que eram feitas anteriormente com o ‘metrobus’.

1 Comentário

  1. Estou muito triste com aquilo que aconteceu pois eu fiz tanta publicidade até ao nível do estrangeiro e agora já tenho que estar calado.
    Pergunto:
    Quem foi a empresa que fiscalizou a obra?
    Eu trabalho no ramo e custa muito a acreditar que uma obra feita á tão pouco tempo já esteja neste estado pois quem sofre é o povo de Serpins porque os da Lousã nem pensam no caso pois estão contentes porque estão bem servidos
    Antes de se iniciar uma obra com esta dimensão tem que ter muitos estudos aos solos e eu pergunto será que foram feitos com rigor?
    Lamento pelo belo povo de Serpins que mais uma vez se vê privado dum bem tão necessário falo assim porque sou habitante de Serpins.

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