Cinco manifestantes detidos na Ponte de Santa Clara após manifestação pela Palestina
DB - Ana Catarina Ferreira
Cinco manifestantes, quatro mulheres e um homem, foram detidos hoje pela Polícia de Segurança Pública (PSP), na Ponte de Santa Clara, em Coimbra, após a manifestação que exigia a libertação dos ativistas que seguem para Gaza numa flotilha.
Decorreu hoje, ao fim da tarde, uma série de concentrações, por todo o país, incluindo Coimbra (Praça 8 de Maio), em solidariedade com os ativistas que integram a flotilha humanitária que segue para Gaza. Nessa missão vão três portugueses: a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.
Segundo os manifestantes, que a esta hora (00H00) se encontram à porta do Comando de Coimbra da PSP em solidariedade com os colegas detidos, “houve um apelo (…) de forma espontânea” para que se movessem e a manifestação saiu da Praça 8 de Maio, seguiu pela Baixa de Coimbra, e foi até à Ponte de Santa Clara. Na ponte, acompanhados por elementos da PSP e da Polícia Municipal, os manifestantes decidiram sentar-se e “bloquear completamente a ponte”. Esta ação juntou cerca de 100 pessoas (na Praça 8 de Maio estava mais de 300 pessoas).
Sem aviso prévio da PSP e com alguma tensão entre a polícia e os manifestantes gerou-se alguma confusão levando a polícia a usar gás pimenta, cassetetes e violência física para tentar repor a normalidade.
Os ativistas consideram que a polícia usou força “desproporcional” e “exagerada”.
“São pessoas sentadas, sem nenhuma arma, com mãos em baixo. Levámos cacetadas nas costas, gás pimenta na cara e chapadas. Eu acredito, plenamente, que a resposta foi super desproporcional sob uma manifestação que foi completamente pacífica”, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS uma das ativistas que está à porta da esquadra policial. “Vimos pessoas no chão a serem esbofeteadas e dois polícias em cima de um rapaz a agredi-lo”, acrescentou.
O grupo diz que também viu polícias com tasers, mas não foram usados.
Há vários vídeos a circular nas redes sociais que mostram os desacatos entre os manifestantes e a polícia.
