12 euros, 8 cervejinhas, 1 voto… e já está!
No Partido Socialista, de quando em vez, ou amiúde, acontecem coisas que nem ao diabo lembram!
Não me ofende que para se vencer eleições internas – nas externas é igual, dado os apoios que se recebem de empresários e quejandos – apareçam uns candidatos a pagar as quotas dos militantes.
O que verdadeiramente me ofende, é os militantes “se venderem” por 1 euro por mês e, aritmeticamente falando, 12 euros por ano, ou seja, 8 cervejinhas bem frescas!
Percebo que seja para se sentirem importantes. De outra forma ninguém se lembraria deles.
A democracia nos partidos políticos, vive assim; uns e outros em comunhão de ideais!
O que está a acontecer para as eleições do Partido Socialista no Distrito de Coimbra, não é nada que não tenha acontecido antes, com outros intervenientes.
O título desta crónica poderia ser, “VIRGENS EM CASA DE MERETRIZ”?
E só não é, porque eu sou educado e de boas famílias, incapaz de uma malandrice ou má palavra!
É no Partido Socialista voz corrente, para que todos saibam, “que já estivemos todos contra todos”! Por tal, todos já colaborámos, ativa ou passivamente, para fazer umas coisas “que vão para a cova com cada um”!
Não valeu a pena tanto espalhafato, para se receber uma comunicação do Conselho Jurisdicional a demonstrar que se está a cumprir o regulamento.
Qualquer iniciante da prática jurídica o perceberia e, diria até, mesmo alguém sem prática, mas que soubesse ler tudinho até ao fim!
O Partido Socialista precisa de paz. De paz na sua organização interna, porque todos o sabemos, a vida não lhe vai ser fácil.
Todos percebemos que, melhor ou pior, o Partido Social Democrata e CHEGA acabarão por encontrar uma plataforma de entendimento para a aprovação da nova Lei Eleitoral, com a qual discordo profundamente, e com a lei dos subsídios, com a qual estou de acordo quase em absoluto.
Se atendermos a que o Bloco de Esquerda praticamente não existe, o Livre está a descer vertiginosamente, e o Partido Comunista Português se aguenta, mas com muitos tropeções, facilmente chegamos à conclusão que o Partido Socialista só será governo se o poder lhe cair no colo!
Teve uma oportunidade de oiro para se organizar, mudar de caras, fazer um debate profundo interno, preparar as eleições autárquicas na base do compromisso, mas, cheio de pressa, arregimentou um Secretário-Geral e uma direcção que apenas se aguenta sob a batuta, beneplácito e influência do presidente.
O Partido Socialista vai a votos. Ganhe quem ganhar, deverá fazer um esforço, mesmo enorme, para juntar “quem vier por bem”.
Um partido político não se regenera na base do ódio e da golpada.
Os dados estão lançados, mas tenho para mim, que nem todos vão chegar ao fim da linha!
O Mundo mantém-se perigoso, a economia mundial um desastre, os impostos a aumentar e a malta continua a viver como se não houvesse amanhã.
Mas o problema é que vai haver…e depois é que vão ser elas!

