Coimbra

USC renovada promete mobilizar para a greve geral

29 de maio de 2026 às 11 h48
Secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, discursou no encerramento dos trabalhos | Foto DB-Ana Catarina Ferreira

O 13.º Congresso da União dos Sindicatos de Coimbra (USC) reuniu ontem mais de uma centena de delegados para avaliar o último quadriénio e eleger a direção para 2026‑2030, reforçando também o apelo à greve geral de 3 de junho, convocada pela CGTP contra o pacote laboral do Governo.
A coordenadora da USC, Luísa Silva, fez um balanço “claramente positivo”, sublinhando a renovação dos órgãos dirigentes. “Mantiveram‑se 11 elementos e saíram 12, sobretudo por motivos de reforma. Entram 12 pessoas novas, entre elas uma jovem professora de 25 anos. Traz genica e mostra que o movimento sindical continua vivo”, afirmou. Para a dirigente, esta renovação “desmente a ideia de que só há velhos nos sindicatos”. E acrescentou: “Há muitos jovens, mas muitos não dão a cara por causa da precariedade. Quem assume trabalho sindical é penalizado. Se acabarmos com a precariedade, teremos ainda mais gente disponível”.
No congresso foram também aprovadas duas moções. Uma contra a guerra e outra contra a revisão constititucional. E ainda duas resoluções. Uma contra o aumento do preço da habitação e do custo de vida e outra de compromisso com a greve geral.

 

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