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ULS de Coimbra foi a 2.ª que mais gastou em medicamentos nos primeiros quatro meses do ano

08 de julho às 17h00
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Os hospitais públicos e centros de saúde gastaram cerca de 733 milhões de euros com medicamentos entre janeiro e abril deste ano, mais 84,3 milhões do que no mesmo período de 2023, indicam dados do regulador.

O relatório da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sobre a monitorização da despesa com fármacos hoje consultado pela Lusa indica que os gastos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentaram 13% nos primeiros quatro meses do ano, face ao mesmo período de 2023.

Do total de 733,2 milhões de euros de despesa com medicamentos, os hospitais do SNS foram responsáveis por 725 milhões, cabendo aos cuidados de saúde primários apenas cerca de 1% do montante global, ou seja, 8,1 milhões de euros.

Segundo o relatório, os medicamentos da área oncológica custaram quase 240 milhões de euros entre janeiro e abril deste ano, representando 32,7% do total da despesa nessa área e mais 17,7% do que nos primeiros quatro meses do último ano.

O VIH é a área terapêutica com a segunda maior despesa para o SNS, cerca de 80,8 milhões de euros nos quatro meses deste ano, uma subida homóloga de 13%, referem os dados do Infarmed.

Já nos centros de saúde, as vacinas contra o meningococo (1,8 milhões de euros) e contra o papilomavírus humanos (1,1 milhões) foram os fármacos que representaram maiores encargos para o SNS.

A Unidade Local de Saúde (ULS) Santa Maria foi a que gastou mais nesse período com medicamentos, 87,6 milhões de euros, seguindo-se a ULS Coimbra com 65 milhões e a ULS São José com 63 milhões.

Num relatório divulgado em junho, o Conselho das Finanças Públicas alertava que o “crescimento acentuado da despesa do SNS, especialmente em áreas como os gastos com pessoal e medicamentos hospitalares, representa um desafio para o SNS e para as próprias finanças públicas”.

De acordo com este relatório sobre o desempenho do SNS no último ano, a despesa com medicamentos atingiu os 3,4 mil milhões em 2023, incluindo os fármacos vendidos nas farmácias comunitárias e os consumidos ou cedidos aos utentes pelos hospitais.

Autoria de:

Agência Lusa

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