Que solução propõe para a barra?
Esta é uma questão pertinente e de difícil resposta. Estamos perante um problema que, além de assegurar condições de navegabilidade para o tráfego marítimo comercial e piscatório, terá também de garantir condições de segurança de pessoas e bens.
Esta é uma longa, muito longa, luta do Homem contra a natureza, que está longe de estar resolvida.
Para não recuarmos excessivamente no tempo, situemo-nos no século XIX. Já então, o Tenente Baldaque propunha, como é sabido, uma outra solução para o Porto da Figueira da Foz.
Mas, perante o que temos, que fazer?
1. Uma draga permanente, mantendo o nível mínimo de navegabilidade na barra e no estuário do Mondego?
2. Um bypass permanente que leve as areias do Mondego e da praia para a margem sul, vítima atroz da erosão costeira?
3. Sucessivas dragagens, como aquelas a que temos assistido e que, face às intempéries, não resultam de todo?
Ou, como já vi alguns defenderem, o puro e drástico encerramento do Porto da Figueira da Foz?
Creio, contudo, que no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) ainda existe um modelo do Porto da Figueira da Foz e da foz do rio Mondego. Seria avisado começar por aí: encomendar um estudo aprofundado ao LNEC, que equacione as diversas soluções e aponte a mais viável, tendo em conta o binómio custo-benefício.
A decisão será política!
Mas, se alicerçada em contributos técnicos e estudos fundamentados, será mais acertada. Se assim for, todos estaremos mais cientes de que a decisão política deverá ser a mais correta.


