PS: Governo deixou de dar prioridade que formação profissional deve ter
José Luis Carneiro visitou hoje a Eptoliva | Fotografia: José Luís Carneiro/Facebook
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje que “o Governo deixou de dar a prioridade que a formação e a qualificação profissional devem ter”.
“Nós, no Governo, avançamos com o investimento para mais de 300 centros de formação tecnológica no país” e, nos passados dias, “visitei vários centros com nova tecnologia, com instrumentos de aplicação do conhecimento ao tecido empresarial, ao tecido económico, e sentimos que há uma grande inquietação nas instituições com o financiamento para garantir o bom aproveitamento desse investimento realizado por parte dos governos do Partido Socialista, no âmbito do próprio Plano de Recuperação e de Resiliência”, disse.
Questionado pelos jornalistas se os 300 centros tecnológicos estariam em risco pela falta de financiamento, o líder socialista afirmou que “o que está em causa tem que ver com o financiamento do seu funcionamento futuro”.
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“Ainda há dias estivemos num dos centros de formação no distrito de Braga, em que os atrasos dos pagamentos eram já muito acentuados. Ou seja, houve um investimento para o equipamento tecnológico. Estamos a falar de infraestruturas tecnológicas, máquinas de precisão, nomeadamente para a automação industrial no setor automóvel e, portanto, houve um investimento forte do Governo anterior no Plano de Recuperação e Resiliência para equipar as escolas existentes e para criar novos centros tecnológicos”, exemplificou.
“O que está agora em causa é a garantia do financiamento para que esse investimento para a criação das condições infraestruturais e tecnológicas de adaptação das nossas escolas profissionais, possa ter agora financiamento futuro para manter esses centros ativos e para que eles cumpram a missão para que foram criados”, disse.
Interrogado sobre não haver esse financiamento, respondeu que “esse é o receio dos diretores de várias escolas” com quem nós tem falado.
“Neste momento estão com atrasos, nomeadamente nas transferências financeiras da parte do Estado, e não têm garantias de como garantir o financiamento desse mesmo centro de investigação”, acrescentou.
O secretário-geral do PS falava aos jornalistas antes da visita que efetuou à Eptoliva, no concelho de Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional.
Nas suas declarações, José Luís Carneiro apontou que “todos afirmam que Portugal tem de ser mais competitivo na sua economia, mais produtivo para pagar melhores salários” e que “só há uma forma” do país “ser mais produtivo: tem de apostar na formação profissional e na qualificação dos seus jovens e dos seus trabalhadores”.
“Todos afirmam que é preciso preparar o país para os desafios da transição digital e da inteligência artificial. Só há um caminho para o fazermos: é planearmos e investirmos fortemente na formação e na capacitação dos mais jovens e de todos os trabalhadores”.
Na sua ótica, o que é preciso, em primeiro lugar, é “um Governo competente, que responda às necessidades do país”.
O secretário-geral do PS defendeu ainda que o Governo “falhou na resposta aos incêndios, falhou na resposta às tempestades, está a falhar nas respostas à habitação, está a falhar nas respostas à saúde e também está a falhar na economia”.
“As exportações estão a cair. O investimento do direto estrangeiro teve uma quebra de 35% e, por outro lado, verificamos também que há progressivamente uma quebra abrupta no investimento Público. O Governo, em vez de arregaçar as mangas e responder às necessidades da economia do país, entendeu entrar em colisão com os representantes dos trabalhadores e pede arrojo à UGT”, declarou.
Para o líder socialista, “quem tem de ter arrojo é o Governo. O Governo é que tem de ser capaz de responder às necessidades da economia do país”.

