Opinião: Quem matou Kirk?
A superioridade moral da esquerda e o cerco sanitário à direita estatizante, tem sido uma constante das últimas décadas.
Os movimentos universitários de exclusão do outro, de bloqueio à informação contraditória, de intimidação das vozes divergentes, foi ao extremo de se trocarem as mãos. A dado momento os movimentos afirmativos, emancipalistas, forças do primado da individualidade, decidiram apagar a história, arrancar páginas de livros, construir mecanismos legais de silenciar os outros. Esta cruzada veio converter canhotos em destros e eles não se deram conta. O epíteto de “direita radical”, colocando todos os pensamentos no mesmo saco, mente sobre a mais simples realidade: Há muitas direitas e muitas esquerdas. Há muitos temas em que algumas direitas coincidem com os comunistas. O Estado como primazia é uma ideia anti liberal e acomoda comunistas e fascistas. A ausência de Estado é cara ao anarquismo e aos liberais mais extremos. Nada é branco e preto e por isso já não existe direita e esquerda, mas muitos não notaram.
Qualquer ideia que pressuponha as certezas morais destes acantonados nos espaços universitários é lei. Construídas do gesto fanatizado do cherie picking, ou a falácia selectiva do que lhes agrada, impedindo a leitura ou audição do que se lhe opõe ou crítica. O ambiente de crispação tomou o debate e as opções do movimento woke originaram talentosas frases que um dia nos farão corar de vergonha.
– Mulher é quem se identifica como tal!
Um humano pode, a partir daquele momento, ser um pinheiro, ou um cão, ou um trombone. A verdade é aquilo que nós queremos e não a realidade.
– Mulher não tem próstata. Ou talvez não, dirão eles.
– A mulher maioritariamente nasce com útero, vagina e cromossomas XX.
– Isso é limitador, dirão eles.
Assim, também um ser humano que uiva e usa trela e se passeia em quatro patas, não carece de tratamento porque é normal.
O debate desta cultura que se quer apoderar da história, quer limitar a escrita, que em nome da inclusão quer silenciar, apagar e excluir, obriga-nos a regressar à política. Os defensores de géneros e não de sexos, os defensores de envergonhados títulos profissionais por vez dos velhos sinónimos, criaram uma cartilha de insultos e de ataques a todos que ergam a voz.
Charlie Kirk foi assassinado em lugar público, no palco universitário, no cenário do conhecimento e onde as bibliotecas plasmam as ideias. Era um homem de direita e com convicções anti-woke que debatia em qualquer lugar, onde e com quem quisesse. Até depois de morto incomoda os beligerantes da supremacia moral da esquerda. Ver comentários que não sejam apenas de consternação demonstra a veracidade do exposto no trabalho “Woke fizemos – Anatomia de um totalitarismo suave”, livro compilado por Teresa Nogueira Pinto que recomendo.

Um comediante em ação. Um comediante que ele sim vive numa bolha mental entre um grito antiwoke, sem explicar o que é o wokismo, pois é uma construção sem fundamentos, e umas mentiras descaradas e ridículas, enfim umas larachas. Apresente evidências sobre quem disse que talvez as mulheres não tenham próstata. A sério ganhe juízo.
A obcecação com sexos, géneros, e afins costuma indiciar recalcamentos com uma idendidade sexual não resolvida.
Não se compreende porque é que a identidade sexual de uma pessoa é importante para a vida pública da sociedade.
Género ou sexo ou o que lhe valha deveria ser um não assunto público, pois tem apenas interesse para a Medicina, para o Direito (há aspectos fisiológicos que têm de ser considerados na lei, nomeadamente na Lei do Trabalho) e para as relações de intimidade, que são naturalmente privadas. Aliás, idealmente, o sexo nem deveria ser legível no documento de identificação. Deveria estar codificado, mas não exposto. Pode-se debater se a sua inscrição no documento de identificação é necessária para facilitar o trabalho dos técnicos de saúde, ou outras entidades oficiais. Mas a sua importância pública fica-se por aí. A obcecação de algumas pessoas com os géneros e os sexos dos outros só pode então ser explicada pela primeira frase deste comentário. A sociedade deveria ter apenas cidadãos, não interessando se são homens, mulheres ou outra coisa qualquer. Porquê tanto interesse no género e no sexo dos outros? Não vejo vantagem para a Economia nem para o Intelecto.
Eu não fui. Não há ética que justifique tirar a vida a um ser senciente. Nem mesmo a do criminoso do criminoso.
https://www.theguardian.com/us-news/2025/aug/23/us-college-campuses-trump-funding-protests?CMP=share_btn_url
O ódio sem fim à vista de Joana. O ódio e a perturbação da personalidade. Borderline.
https://sapo.pt/artigo/o-comprimido-vermelho-68d2e44e3de287f369786252
A Joana começou muito mal, prosseguiu mal, e permanecerá mal se não estudar mais e um pouquinho melhor a literatura científica existente. Córtex frontal em défice de funcionamento?
O ódio sem fim à vista, quando configurado numa determinada perturbação da personalidade, caso da Perturbação Borderline, poderá ser tão mais danoso ao desenvolvimento de qualquer criança – e quem sabe, do próprio feto -, do que o acetaminofeno (paracetamol)…
https://sapo.pt/artigo/o-comprimido-vermelho-68d2e44e3de287f369786252
Contudo, não há forma de prevenir a parentalidade desta natureza tóxica. Já quanto ao paracetamol, e fazendo nossas as palavras da sageza clínica, eticamente fundamentada, sabemos que:
• A realidade clínica é a de que o paracetamol permanece essencial para o manejo de sintomas maternos que, deixados por tratar, poderão conduzir ao aborto espontâneo, malformações congénitas, ou ainda deterioração da saúde mental.
• O imperativo ético é evitar a medicina baseada e fundada no medo. As mulheres grávidas merecem orientação personalizada e baseada na evidência – não proclamações politizadas.
A Perturbação Borderline da Personalidade, quando não contemplada em terapia, ainda que saibamos ser de prognóstico muito reservado, e ainda mais quando co-ocorre em pessoas que trabalham no contexto da saúde mental, seja no SNS, seja no contexto privado, poderá causar sérios danos aos seus pacientes, e deixá-los ainda mais doentes do que quando foram encontrados.
O futuro precisa de uma Joana que encontre a sua pele e se sinta feliz com ela. Uma pele que não se encontra e costura com o bisturi. O futuro precisa de Joanas que reconheçam as suas vulnerabilidades e peçam ajuda quando adoecem. Desculpa Joana, por os teus pais não terem tido amor que chegasse para os seus filhos porque foi todo investido e consumido em si próprios.
O futuro precisa de uma Joana saudável porque vêm aí tempos muito difíceis e a Joana tem virtudes que podem contribuir, em conjunto com outras e outros, para fazer diferença pela positiva. Espero que façam chegar esta mensagem à Joana porque o seu pai já cá não mora a modo de o poder fazer, e a alma não é cousa do nosso foro.
https://www.almedina.net/costurando-as-linhas-da-psicopatologia-borderland-1655472834.html