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Opinião: Quem matou Kirk?

13 de setembro de 2025 às 12 h08
6 comentário(s)

A superioridade moral da esquerda e o cerco sanitário à direita estatizante, tem sido uma constante das últimas décadas.
Os movimentos universitários de exclusão do outro, de bloqueio à informação contraditória, de intimidação das vozes divergentes, foi ao extremo de se trocarem as mãos. A dado momento os movimentos afirmativos, emancipalistas, forças do primado da individualidade, decidiram apagar a história, arrancar páginas de livros, construir mecanismos legais de silenciar os outros. Esta cruzada veio converter canhotos em destros e eles não se deram conta. O epíteto de “direita radical”, colocando todos os pensamentos no mesmo saco, mente sobre a mais simples realidade: Há muitas direitas e muitas esquerdas. Há muitos temas em que algumas direitas coincidem com os comunistas. O Estado como primazia é uma ideia anti liberal e acomoda comunistas e fascistas. A ausência de Estado é cara ao anarquismo e aos liberais mais extremos. Nada é branco e preto e por isso já não existe direita e esquerda, mas muitos não notaram.
Qualquer ideia que pressuponha as certezas morais destes acantonados nos espaços universitários é lei. Construídas do gesto fanatizado do cherie picking, ou a falácia selectiva do que lhes agrada, impedindo a leitura ou audição do que se lhe opõe ou crítica. O ambiente de crispação tomou o debate e as opções do movimento woke originaram talentosas frases que um dia nos farão corar de vergonha.
– Mulher é quem se identifica como tal!
Um humano pode, a partir daquele momento, ser um pinheiro, ou um cão, ou um trombone. A verdade é aquilo que nós queremos e não a realidade.
– Mulher não tem próstata. Ou talvez não, dirão eles.
– A mulher maioritariamente nasce com útero, vagina e cromossomas XX.
– Isso é limitador, dirão eles.
Assim, também um ser humano que uiva e usa trela e se passeia em quatro patas, não carece de tratamento porque é normal.
O debate desta cultura que se quer apoderar da história, quer limitar a escrita, que em nome da inclusão quer silenciar, apagar e excluir, obriga-nos a regressar à política. Os defensores de géneros e não de sexos, os defensores de envergonhados títulos profissionais por vez dos velhos sinónimos, criaram uma cartilha de insultos e de ataques a todos que ergam a voz.
Charlie Kirk foi assassinado em lugar público, no palco universitário, no cenário do conhecimento e onde as bibliotecas plasmam as ideias. Era um homem de direita e com convicções anti-woke que debatia em qualquer lugar, onde e com quem quisesse. Até depois de morto incomoda os beligerantes da supremacia moral da esquerda. Ver comentários que não sejam apenas de consternação demonstra a veracidade do exposto no trabalho “Woke fizemos – Anatomia de um totalitarismo suave”, livro compilado por Teresa Nogueira Pinto que recomendo.

Autoria de:

Diogo Cabrita

6 Comentários

  1. Jorge Apóstolo diz:

    Um comediante em ação. Um comediante que ele sim vive numa bolha mental entre um grito antiwoke, sem explicar o que é o wokismo, pois é uma construção sem fundamentos, e umas mentiras descaradas e ridículas, enfim umas larachas. Apresente evidências sobre quem disse que talvez as mulheres não tenham próstata. A sério ganhe juízo.

  2. O Carbonário diz:

    A obcecação com sexos, géneros, e afins costuma indiciar recalcamentos com uma idendidade sexual não resolvida.

    Não se compreende porque é que a identidade sexual de uma pessoa é importante para a vida pública da sociedade.
    Género ou sexo ou o que lhe valha deveria ser um não assunto público, pois tem apenas interesse para a Medicina, para o Direito (há aspectos fisiológicos que têm de ser considerados na lei, nomeadamente na Lei do Trabalho) e para as relações de intimidade, que são naturalmente privadas. Aliás, idealmente, o sexo nem deveria ser legível no documento de identificação. Deveria estar codificado, mas não exposto. Pode-se debater se a sua inscrição no documento de identificação é necessária para facilitar o trabalho dos técnicos de saúde, ou outras entidades oficiais. Mas a sua importância pública fica-se por aí. A obcecação de algumas pessoas com os géneros e os sexos dos outros só pode então ser explicada pela primeira frase deste comentário. A sociedade deveria ter apenas cidadãos, não interessando se são homens, mulheres ou outra coisa qualquer. Porquê tanto interesse no género e no sexo dos outros? Não vejo vantagem para a Economia nem para o Intelecto.

  3. A. do Reino diz:

    Eu não fui. Não há ética que justifique tirar a vida a um ser senciente. Nem mesmo a do criminoso do criminoso.

    https://www.theguardian.com/us-news/2025/aug/23/us-college-campuses-trump-funding-protests?CMP=share_btn_url

  4. A Académica Woff Woff diz:

    O ódio sem fim à vista de Joana. O ódio e a perturbação da personalidade. Borderline.

    https://sapo.pt/artigo/o-comprimido-vermelho-68d2e44e3de287f369786252

    A Joana começou muito mal, prosseguiu mal, e permanecerá mal se não estudar mais e um pouquinho melhor a literatura científica existente. Córtex frontal em défice de funcionamento?

  5. A Académica diz:

    O ódio sem fim à vista, quando configurado numa determinada perturbação da personalidade, caso da Perturbação Borderline, poderá ser tão mais danoso ao desenvolvimento de qualquer criança – e quem sabe, do próprio feto -, do que o acetaminofeno (paracetamol)…

    https://sapo.pt/artigo/o-comprimido-vermelho-68d2e44e3de287f369786252

    Contudo, não há forma de prevenir a parentalidade desta natureza tóxica. Já quanto ao paracetamol, e fazendo nossas as palavras da sageza clínica, eticamente fundamentada, sabemos que:

    • A realidade clínica é a de que o paracetamol permanece essencial para o manejo de sintomas maternos que, deixados por tratar, poderão conduzir ao aborto espontâneo, malformações congénitas, ou ainda deterioração da saúde mental.
    • O imperativo ético é evitar a medicina baseada e fundada no medo. As mulheres grávidas merecem orientação personalizada e baseada na evidência – não proclamações politizadas.

    A Perturbação Borderline da Personalidade, quando não contemplada em terapia, ainda que saibamos ser de prognóstico muito reservado, e ainda mais quando co-ocorre em pessoas que trabalham no contexto da saúde mental, seja no SNS, seja no contexto privado, poderá causar sérios danos aos seus pacientes, e deixá-los ainda mais doentes do que quando foram encontrados.

  6. A Académica diz:

    O futuro precisa de uma Joana que encontre a sua pele e se sinta feliz com ela. Uma pele que não se encontra e costura com o bisturi. O futuro precisa de Joanas que reconheçam as suas vulnerabilidades e peçam ajuda quando adoecem. Desculpa Joana, por os teus pais não terem tido amor que chegasse para os seus filhos porque foi todo investido e consumido em si próprios.
    O futuro precisa de uma Joana saudável porque vêm aí tempos muito difíceis e a Joana tem virtudes que podem contribuir, em conjunto com outras e outros, para fazer diferença pela positiva. Espero que façam chegar esta mensagem à Joana porque o seu pai já cá não mora a modo de o poder fazer, e a alma não é cousa do nosso foro.

    https://www.almedina.net/costurando-as-linhas-da-psicopatologia-borderland-1655472834.html

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