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Opinião: Os jovens sabem… mais o que querem, do que o que não querem!

23 de janeiro de 2026 às 12 h47
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Como diz o Professor Carlos Fiolhais, “querer travar a Inteligência Artificial, é querer parar o vento com a mão”! Mais coisa menos coisa!

Os jovens conhecem desde muito cedo o caminho que querem trilhar, embora muitas vezes não o queiramos admitir. São os adultos que os travam nessa sua intensidade de viver, colocando-os, tentando-o, do lado de fora da vida.
Ao longo destes últimos anos tenho convivido com centenas ou mesmo milhares de jovens na minha actividade ligada ao basquetebol.

Todos diferentes, todos iguais, foi uma máxima utilizada quando se “tinha a impressão” que, quem não era “como nós”, só tinha deveres e nenhuns ou poucos direitos!

O mundo mudou, pese embora o facto de vários disparatados de todas as “cores” entenderem que cada um é melhor do que o outro!

O desporto e a sua prática têm um papel decisivo e determinante no combate a comportamentos desviantes.
A liberdade carece de responsabilidade. Ninguém é livre, sem ser ou se tornar responsável pelos seus actos. Tout court!
Continuar a não querer ouvir os jovens, o que sentem, o que gostam, o que determina o seu momento, agora, mas projectado para o futuro, será um completo disparate. Nem todos os adultos terão a qualidade e a capacidade para os entender e, no mínimo, com eles dialogar!

Os jovens são por natureza rebeldes, cheios de convicções, de certezas, de ambição para a construção do seu e nosso futuro colectivo.

Não sentir essa força e essa convicção, e atafulhar-se em ideias patéticas, de quem nunca foi jovem…ou deixou de o ser cedo demais, será inadmissível!

Ao longo que quase uma década venho defendendo com alguns dos meus Amigos e outros presidentes de associações de basquetebol, que é necessário fazer mais, muito mais pelos jovens atletas, do que as Festas do Basquetebol Juvenil de Albufeira.
É necessário que o sonho não se esgote nessa idade. Que se deveria manter o sonho, encontrando uma fórmula nova e renovada de os manter motivados e estimulados para a prática do basquetebol.

Mas não. Sempre “caíram em saco roto”, a, e as propostas de continuarem o seu percurso, os mesmos ou outros, numa estratégia de manter em actividade os nossos jovens.

Disse, dissemos, que um formato de competição de selecções jovens de sub-18, seria um princípio para os manter vivos com um objectivo. Porque quem não tem objectivos nem sonhos, não vive…anda por aí!

O que hoje vivemos é um quase abandono da nossa juventude da prática desportiva. Num “àparte” – desculpem lá o acento, mas sem ele alguns não perceberiam! – absolutamente necessário, “já não bastava o nosso sistema educativo ser medíocre e decrépito” para que também nós “afinemos pelo mesmo diapasão”!

O basquetebol deverá repensar o seu trabalho futuro. Mas com gente do basquetebol, que não tenha chegado agora ou que não tenha tempo para o trabalho dedicado à causa!
O dirigismo, o pensamento para o desenvolvimento, os passos que serão precisos de dar, o estudo das correcções, as múltiplas actividades, não é para pessoas com falta de tempo ou para dar em outsourcing.

Autoria de:

Luís Santarino

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