PS pede demissão da ministra da Saúde que acusa de ter desistido do SNS
Fotografia: DR
O PS pediu hoje a demissão da ministra da Saúde e criticou o primeiro-ministro por a manter em funções, acusando-a de já ter desistido do SNS que apresenta “dados gravíssimos de deterioração na resposta”.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, a vice-presidente do PS Mariana Vieira da Silva considerou que nos primeiros dois meses de 2026 houve “uma deterioração muito significativa” em “praticamente todos os indicadores de produção de capacidade de resposta do SNS ao país”.
“A ministra da Saúde já desistiu do SNS, é isso que podemos concluir com estes dados. E aquilo que os portugueses não compreendem, e não podem compreender, é como é que o primeiro-ministro, [Luís Montenegro], ainda não desistiu da ministra da Saúde, Ana Paula Martins”, criticou.
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Questionada sobre se estava a pedir a demissão da ministra, Mariana Vieira da Silva respondeu: “quando eu digo que a única coisa que o país não compreende é como é que Luís Montenegro continua a confiar numa ministra que, não só não cumpriu aquilo com que se tinha comprometido, como os resultados se deterioram de mês para mês, sim, é isso que estou a dizer”.
“Nós, desde a nomeação da ministra Ana Paula Martins no segundo governo de Luís Montenegro, que dissemos que a partir dali tudo o que acontecesse neste setor era da responsabilidade do primeiro-ministro”, recordou.
Segundo a deputada do PS, “há agravamento brutal das condições financeiras do SNS” e, em vez dos cidadãos estarem a ter uma melhor resposta, há “dados gravíssimos de deterioração da resposta”.
“Os dados conhecidos no dia de ontem [terça-feira] sobre o Serviço Nacional de Saúde são muito preocupantes. Em praticamente todos os indicadores de produção de capacidade de resposta do SNS ao país, nós temos nos primeiros dois meses deste ano de 2026 uma deterioração muito significativa. Falamos de quebras de 6% das consultas nos cuidados de saúde primários. São menos de 400 mil consultas”, condenou.
Mariana Vieira da Silva apontou ainda “uma quebra de mais de 3,8% nas consultas hospitalares, um valor que se torna muito significativo nas primeiras consultas hospitalares”.
