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Coimbra

“O país e o mundo começam a perceber o poder e a capacidade da bienal”

29 de junho às 09h19
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Fotografia: Ana Catarina Ferreira

Anozero – Bienal de Coimbra termina amanhã, depois de mais de dois meses e meio de atividade cultural. Evento foi “um sucesso”, com mais de 80 mil visitantes, mas a próxima edição ainda não tem local definido. Ministra da Cultura visita hoje a exposição no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

“A arte não exalta, mas questiona”, foi assim que o arquiteto Carlos Antunes definiu o objetivo da 5.ª edição do Anozero – Bienal de Coimbra.

Depois de dois meses e meio em que a arte invadiu a cidade de Coimbra, o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) faz um balanço bastante favorável da quinta edição da Bienal de Coimbra.

“A bienal cresceu de uma maneira extraordinária. Não é a minha opinião, mas é um facto assegurado pela perceção mediática. Esta edição teve mais de 50 artigos internacionais. Não deve haver mais nenhum evento nacional que conte com mais de 50 notícias internacionais”, frisou.

O responsável maior pela Bienal de Coimbra salientou que essa notoriedade na imprensa só demonstra que o evento tem uma credibilidade assegurada.

“O país e o mundo começam a perceber o poder e a capacidade da Bienal de Coimbra. Estamos muito satisfeitos com esta notoriedade. Sinto que isto começou no ano passado com o Solo Show do Ragnar Kjartansson”, realçou.

Refletir o 25 de Abril

A credibilidade foi atingida e a adesão também não ficou atrás. Segundo Carlos Antunes, a edição de 2024 da Bienal teve “seguramente entre 80 a 100 mil visitantes”. Para o arquiteto a temática dos 50 anos do 25 de Abril foi também um forte chamariz.

“Com a pandemia nós mudamos de ciclo e passámos a fazer a bienal em anos par. Quando percebi que íamos fazer bienal no mesmo ano em que se celebravam os 50 anos da revolução dos cravos ficou decidido. A arte tinha que tomar conta deste tema.

Aliás, nós sempre quisemos fazer a bienal em abril por causa do 25 de Abril”, disse o diretor do CAPC, mas salientou que a escolha do tema não foi decidida com o propósito de atrair mais visitantes.

“Não foi uma estratégia de trazer mais público. Não quisemos exaltar, mas sim para levantar questões. A liberdade precisa de ser refletida pela arte”, esclareceu.

Nesta ótica, Carlos Antunes congratulou os dois curadores, Ángel Calvo Ulloa e Marta Mestre.

“Sou sempre surpreendido pelos curadores, mas este ano fiquei altamente surpreendido. Os dois acrescentaram a camada dos 100 anos do surrealismo. Todas essas complexidades associadas ao surrealismo acrescentaram uma nova dinâmica à revolução dos cravos. O Fantasma da Liberdade abriu novos horizontes sobre o 25 de Abril”, esclareceu.

| Pode ler a notícia na integra na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

António Cerca Martins

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