O campeão da Carapinheira que finta as adversidades de sorriso rasgado
DB-Pedro Ramos
Rui é tudo menos Down. Tudo nele é “up”. É luz. É uma alegria que contagia todos os que se cruzam no seu caminho. “É o nosso relações públicas”, conta Nuno Santa Rita, um dos monitores que acompanha o seu percurso desportivo.
O DIÁRIO AS BEIRAS foi conhecer a casa que diariamente ajuda a estampar um sorriso de orelha a orelha no rosto de Rui Sousa: o Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) de Montemor-o-Velho – da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra. E não tardou a chegar o sorridente Rui, pronto para fazer uma visita guiada e apresentar, um a um, os seus amigos.
Rui Sousa nasceu há 43 anos na Carapinheira, com Síndrome de Down, uma condição que não impede de viver a vida por inteiro.
Perdeu o pai ainda bebé, o que dificultou ainda mais à sua mãe a missão de o fazer vencer. Mas a vida encarregou-se de mostrar que não precisamos de muito para sermos felizes.
Chegados ao ginásio não perdeu tempo a saltar para o ergómetro e mostrar como se faz. Foi já, por duas vezes, campeão nacional de remo indoor. Em 2021, na Figueira da Foz, e em 2022, em Anadia. “É assim”, demonstra, enquanto puxa vigorosamente e aumenta a cadência da remada.
Não tarda a mostrar os seus dotes futebolísticos enquanto posa orgulhosamente para a foto a dar toques na bola, que trata por tu.
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