“Não nos devemos conformar meramente com o que foi feito de bom no passado”
DR
Porque é que se candidata à Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC)?
Candidato-me à Presidência da Direção-Geral por acreditar que não nos devemos conformar meramente com o que foi feito de bom no passado. A Associação Académica de Coimbra é uma instituição com um potencial administrativo, desportivo, cultural e político imenso, e com muito por alcançar. Acredito que, para além de sermos capazes de honrar e dignificar o nosso passado, devemos ter a capacidade de encarar o presente de um modo pragmático, identificando problemas estruturais que há muito nos afetam, sabendo expor soluções para os mesmos. Esta abordagem realista, possibilitará as reformas necessárias à Casa – candidato-me justamente por acreditar que sou o estudante mais apto a liderar esta grande reforma, por toda a experiência que adquiri ao longo dos anos.
É ainda vice-presidente de uma DG/AAC que foi acusada de estar afastada das estruturas. Como pretende mudar esta visão que existe?
De facto, vários têm sido os problemas que enfrentámos ao longo dos últimos anos na nossa aproximação às estruturas. No que me diz respeito, nomeadamente no plano cultural, sempre procurei apostar numa postura transparente, realista e objetiva na relação junto das secções culturais e sociocientíficas. Simultaneamente, em momentos no quais não detive competências executivas que influenciassem o quotidiano cultural, por exemplo nas Festas Académicas, procurei estabelecer pontes entre os diversos agentes, fosse junto das organizações ou junto das secções, ambicionando atuar sempre como fator desbloqueador de problemas ou entraves. Embora não tenha sido uma relação perfeita, como é expectável, acredito que a nossa relação com as estruturas foi positiva, procurando sempre conciliar os interesses de ambos, salvaguardando sempre o bem-estar da AAC. Cá estaremos para perceber frontalmente o que correu menos bem, procurando corrigir possíveis falhas relacionais que nos estejam a impedir de dar o próximo passo na ligação às estruturas.
Qual o projeto/bandeira que defende e que garante que consegue executar no próximo mandato?
Sem dúvida que acredito que poderemos, e iremos executar, caso eleitos, uma profunda reforma administrativa na Associação Académica de Coimbra. Acredito que esta seja uma das principais problemáticas no funcionamento diário da Casa, tendo sido um eixo em que apostámos particular atenção – reformando a orgânica da equipa, a delimitação das competências e a agilização dos serviços. Acreditamos que, através desta profunda reforma, poderemos de facto conferir uma maior sustentabilidade e qualidade à nossa administração. Este é um exemplo direto de como o nosso Projeto foi capaz de encarar problemas estruturais com um grande pragmatismo, apresentando soluções exequíveis e realistas. Contemplada no eixo administrativo, teremos ainda que acompanhar de perto a execução do projeto de requalificação do nosso edificio-sede.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (01/12/2025) do DIÁRIO AS BEIRAS

