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Legislativas: “Era só o que faltava”, diz Pedro Nuno sobre eventual chumbo de um governo do PS

05 de maio de 2025 às 15 h58
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O líder socialista considerou hoje que seria impensável a AD não dar condições de governabilidade ao PS, num cenário em que os socialistas ganham as eleições mas a direita no seu conjunto tem maioria.

No segundo dia da campanha oficial para as legislativas, Pedro Nuno Santos participou num almoço da Confederação do Turismo de Portugal, em Lisboa, tendo Francisco Calheiros, presidente desta organização, considerado que “é provável que a direita chumbe o seu governo” se o PS ganhar as eleições mas houver uma maioria de direita.

“Francisco Calheiros estava a dizer que se o Partido Socialista ganhar as eleições, a direita chumba um programa de governo. Era só o que faltava. Era só o que faltava”, respondeu Pedro Nuno Santos, referindo que o PS deu “todas as condições de governabilidade à AD” neste último ano.

Considerando que “ninguém do Governo, e muito menos o ainda primeiro-ministro, se pode queixar do PS” porque o seu partido estando na oposição deu “estabilidade política ao país”, o secretário-geral afirmou que “o mesmo deve acontecer se o Partido Socialista ganhar as eleições” e que “é impensável” se isso não acontecer.

“Não é um favor ao Partido Socialista. É simplesmente respeitar o país. E já agora respeitar também, primeiro o país e os portugueses, e em segundo lugar um partido que quando estava na oposição deu estas condições de governabilidade à AD”, apontou.

Para Pedro Nuno Santos, é preciso “exigir que seja garantida estabilidade política” a seguir às eleições de 18 de maio, assim como “a reciprocidade ao PS”.

“Acho que nós só teremos estabilidade política em Portugal com uma vitória do Partido Socialista. E digo isto porque, infelizmente, de há dois meses para cá, e não termina com nenhum ato eleitoral, o ainda primeiro-ministro tornou-se a principal fonte de instabilidade política em Portugal”, acusou.

Na opinião do líder do PS, o pior que poderia acontecer era, depois das eleições, se continuar “numa situação política que é instável”.

“Estou absolutamente convicto disso, e nós vamos trabalhar as duas semanas para explicar isso aos portugueses, que nós só teremos estabilidade política em Portugal com uma vitória do Partido Socialista”, referiu.

Se é a direita ou a esquerda que terá a maioria, Pedro Nuno Santos disse não saber.

“Se há coisa que aprendi com a minha experiência direta, mas também com o acompanhar de outros atos eleitorais, é que as sondagens dizem-nos pouco”, referiu, dando como exemplo as últimas eleições legislativas, em relação às quais o PS aparecia com uma distância muito superior em relação à AD do que aquela que se veio a verificar com os votos contados.

Para as duas semanas de campanha até às eleições, o foco do líder do PS é, “com toda a humildade, dialogar com os portugueses”, presentar o projeto e as propostas socialistas e “alertar para esta dimensão de que a estabilidade política só vai ser conseguida com um Governo” liderado pelos socialistas.

“E então depois, no dia 18 de maio, tentarmos ter uma vitória e liderar uma mudança segura em Portugal, mas que nos permita iniciar o projeto e uma nova vida”, enfatizou.

Autoria de:

Agência Lusa

1 Comentário

  1. Miguel Coimbra diz:

    Estas declarações ficam muito mal a PNS. As eleições não são uma corrida onde ganha quem chega primeiro. Os entendimentos pós eleições são normais nos países democráticos para chegar a uma maioria parlamentar. O PS já governou (e bem) dessa forma, não deve agora PNS mostrar-se contra outros o poderem fazer também. A melhor altura para os portugueses foi quando efetivamente esse governo de entendimento (a que a imprensa sempre chamou geringonça vá-se la saber porque) esteve à frente do país.

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