João Gândara pretende “gestão rigorosa, transparente e baseada em evidências”
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Quais as principais prioridades estratégicas que definiu para o seu mandato?
Antes de mais, é importante deixar claro que o trabalho da presidência da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) nunca pode ser um trabalho individual. Por esse motivo, na apresentação da minha candidatura, ficou estabelecido que integrariam a presidência, como vice-presidentes, Manuela Abelho e Pedro Bravo.
Quanto às prioridades estratégicas, definimos sete eixos estratégicos para a nossa atuação: compromisso global, gestão orçamental, oferta formativa, ligação à sociedade, comunidade ESAC, investigação e desenvolvimento e campus.
Fruto da escassez de recursos, mas também por estarmos convictos que é essa a forma como devem ser geridos os bens públicos, pretendemos garantir uma gestão rigorosa, transparente e baseada em evidências, de forma a assegurar a sustentabilidade da escola. Pretendemos também que esta gestão seja participada e consolidar a oferta formativa da ESAC, não só pela eventual introdução de novos ciclos de estudos, mas também pela modernização dos currículos dos ciclos de estudos já existentes, tirando partido de novos recursos, cuja aquisição foi possível devido ao financiamento da submedida Reforma e Modernização das Ciências Agrária do PRR.
E quanto ao campus da ESAC?
Ao mesmo tempo que o campus da ESAC é a sua maior marca distintiva e uma extraordinária mais-valia, é também a nossa maior “dor de cabeça”. A sua existência implica que a presidência da ESAC tenha que gerir não só uma escola, mas também uma exploração agrícola, pecuária e florestal. Pretendemos que esta exploração continue a oferecer condições para que os estudantes possam tirar dela o máximo partido possível durante a sua formação, e também a sua utilização em trabalhos de investigação e desenvolvimento.
Ainda relativamente ao campus, enfrentaremos as consequências da possível passagem da linha de alta velocidade pelos terrenos da ESAC. Esta passagem resultará não só em perda de parte da exploração agropecuária, mas também pode resultar num ainda maior afastamento entre as áreas da ESAC a sul e a norte do IC2.
Outra prioridade da nossa atuação será a investigação e o desenvolvimento. Dentro das limitações orçamentais, procuraremos oferecer as condições para que os docentes, técnicos e investigadores possam continuar o seu trabalho, e contribuam para tornar a ESAC uma referência.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (04/03/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS
