IKEA e instalação de empresas motivaram troca de palavras na reunião do executivo de Coimbra
DB-Pedro Filipe Ramos
Ainda numa fase inicial da reunião do executivo de Coimbra, José Manuel Silva (Juntos Somos Coimbra) focou algo que, considerou, “menos elegante” no discurso de Ana Abrunhosa na cerimónia do Dia da Cidade (4 de julho). “Disse, a senhora presidente, na sua intervenção final, que “agora temos uma câmara que recebe os investidores à porta em vez de os deixar à porta”. Senhora presidente, todas as pessoas presentes na cerimónia sabem que esse paradigma, que caracterizava o executivo socialista que nos procedeu, mudou radicalmente com o nosso executivo”, referiu.
Considerando que “reescrever a história” é algo que “não fica nada bem” à presidente da autarquia, José Manuel Silva recordou a instalação da Airbus em Coimbra, bem como o IKEA e a SRAM. “O número total de empresas instaladas no concelho era de 20126 em 2009, 20444 em 2021 e 23527 em 2024. Depois de anos de uma flutuante estagnação o ritmo de empresas cresceu a um ritmo de mais de 1000 por ano nos primeiros três anos do nosso mandato”, complementou.
IKEA ia desistir
Na resposta, Ana Abrunhosa revelou que a empresa IKEA ia desistir de Coimbra. “O que nos foi transmitido foi que, na reunião que tiveram convosco, a vosso pedido, é que tinham desistido de Coimbra”, começou por referir. “Foi o que nos foi transmitido e por isso iniciámos todos os procedimentos. É errado quando diz que estava tudo preparado, mas nada feito. Se o IKEA aqui está deve-se ao IKEA que não desistiu de investir, mas que considerou que agora estavam reunidas as condições”, enfatizou.
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