Fragilidade financeira e desafios do campus marcam tomada de posse na ESAC
DB/Ana Catarina Ferreira
A fragilidade financeira da Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) marcou o discurso de tomada de posse de João Gândara, que assumiu ontem a presidência para o mandato 2026-2030.
Ao intervir no auditório principal da escola, o novo presidente não evitou o tema das dificuldades orçamentais. “Este discurso não seria de um presidente da ESAC se não tivesse referência às questões financeiras”, afirmou, recordando que, em 2024 – o último ano com contas encerradas – a soma das propinas e da dotação do Orçamento do Estado não chegou para cobrir a despesa com salários. Dados provisórios apontam para uma repetição do cenário em 2025. O equilíbrio das contas, afirmou, foi garantido através de receitas próprias obtidas com projetos de investigação e desenvolvimento, prestação de serviços externos e venda de produtos da exploração agrícola.
Para João Gândara, o atual modelo de financiamento do ensino superior, assente quase exclusivamente no número de estudantes, é “desadequado e até injusto” para escolas agrárias, cujo funcionamento exige quintas e infraestruturas produtivas. Por essa razão, defendeu reformas estruturais e uma maior intervenção do Ministério da Agricultura e Pescas no apoio a estas instituições.
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