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Figueira da Foz: Longa se torna a espera de quem sofre

05 de julho às 10h42
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DB - Jot'Alves

Manuel Julião, de 80 anos, residente em Bizorreiro do Paião, localidade vizinha de Bizorreiro de Lavos, criou o neto Filipe Julião, de 31 anos, um dos três pescadores desaparecidos do naufrágio da embarcação de pesca “Virgem dolorosa”, na madrugada de quarta-feira.

Casado e com uma filha de dois anos, Filipe Julião é pescador há vários anos, a sua atividade profissional mais longeva. Viveu quase sempre com o avô e mora numa casa deste familiar. Para Manuel Julião, é como se fosse o seu filho mais novo.
“Vivo momentos de grande ansiedade [enquanto as buscas dos três pescadores desaparecidos continuam]. Todos sentimos uma imensa tristeza”, afirmou o reconhecido mestre, que faz e repara embarcações de madeira, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

A família Julião vive num mar profundo de tristeza. O apoio psicológico, que já teve e deverá continuar a ter, ajuda a saber lidar com a dor, mas não a cura.

A esperança é a última a morrer, mas os Julião, enquanto aguardam pelos resultados das buscas dos pescadores desaparecidos, sempre à espera de notícias, vão-se mentalizando de que Filipe não deverá ser encontrado com vida. Contudo, ainda não têm direito ao luto, o que agrava o sofrimento.

O octogenário acrescenta “outra tristeza” ao drama que a família está a viver desde quarta-feira. “A mulher do Filipe é uma pessoa incapacitada, tem uma doença de nascença que a impossibilita de trabalhar e rouba-lhe todas as capacidades físicas, e tem uma filha com dois anos e pouco”, contou.

Ler notícia completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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Jot'Alves

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