Empresários de Vila Nova de Poiares querem acelerar reparação da Estrada Nacional 2
Fotografia: REN2 - Rádio Estrada Nacional 2 / Facebook
A Associação Empresarial de Vila Nova de Poiares (AEDP) propôs hoje uma agenda comum de trabalho para acelerar a reposição da circulação na Estrada Nacional (EN) 2, na zona da Carvoeira, no concelho de Penacova, distrito de Coimbra.
Numa carta enviada à Infraestruturas de Portugal, com conhecimento a várias entidades, aquela associação pretende acelerar a reposição da circulação naquela zona, afetada numa área inferior a 500 metros, que foi interrompida há quatro meses, na sequência da tempestade Kristin, e reforçar a segurança da via alternativa (EN 110).
“Esta ligação constitui o principal eixo de acesso de Vila Nova de Poiares [distrito de Coimbra] ao IP3. A AEDP entende que a dimensão do desafio e a sua relevância para o tecido económico do território justificam, neste momento, uma articulação reforçada entre todas as entidades com responsabilidades nesta matéria, refere em comunicado enviado à agência Lusa.
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Para os empresários, “esta é uma matéria que ultrapassa o interesse de uma única entidade”, pelo que solicitam a colaboração de todos — Estado, autarquias, empresas e cidadãos.
“A AEDP coloca-se, com toda a abertura, ao serviço de uma solução construída em conjunto e no mais curto espaço de tempo”, acrescenta.
A associação salienta que uma ligação estratégica para o concelho e para a região Vila Nova de Poiares beneficia “um conjunto relevante de empresas de transporte rodoviário, responsáveis diretamente por cerca de duas centenas de postos de trabalho, para além de unidades industriais, comerciais e de serviços, cuja atividade depende diariamente da eficiência das ligações ao IP3”.
Salientando que a maioria do tecido empresarial do concelho é, direta ou indiretamente, sensível à evolução desta situação, a AEDP “regista, com apreço, o trabalho desenvolvido pela IP [Infraestruturas de Portugal] na recuperação da extensa rede afetada pela tempestade Kristin em todo o país, e compreende que a dimensão do esforço nacional condiciona prazos e prioridades”.
“É precisamente nesse contexto que entende útil contribuir, a partir do terreno, com informação atualizada sobre os impactos locais e com propostas de articulação que possam ajudar a acelerar a resposta”, sustenta.
A atual alternativa (EN 110) representa apenas cerca de dois quilómetros adicionais e entre cinco e 10 minutos adicionais de viagem, no entanto trata-se de uma via estreita e sinuosa, “com sucessão contínua de curva e contracurva e atravessamento de várias povoações”.
Segundo a associação, “as retas têm apenas alguns metros e a ultrapassagem não pode ser feita em condições de segurança”.
“Os veículos pesados, devido à sua dimensão, tendem a ocupar toda a faixa de rodagem nas curvas, obrigando os condutores em sentido contrário a aguardar pela conclusão da manobra”, alerta a AEDP.


