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Coimbra: “Temos um atraso, eu diria de duas décadas, do ponto de vista da investigação”

16 de julho de 2025 às 10 h12
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DB/Foto de Pedro Filipe Ramos

Referiu também, quando apresentou o seu programa, que o Politécnico de Coimbra necessita de reforçar suas receitas próprias para financiar investimentos que sejam estratégicos. Como é que pretende fazer isso?

Nós temos um atraso, eu diria de duas décadas, do ponto de vista da investigação e isso notou-se naquilo que foram os resultados deste ciclo avaliativo. Eu sou investigadora, conheço vários centros de investigação e isso permite-me perceber que, se tivéssemos tido, de facto, uma estratégia de apostar na investigação, e bastava tê-lo feito nos últimos oito anos, teríamos tido claramente resultados diferentes.
Não se compreende porque é que, num passado recente, a presidência do Politécnico teve uma atitude radical com os investigadores, dizendo-lhes que tinham de sair obrigatoriamente dos centros de investigação, alguns associados à Universidade de Coimbra. E depois teve de dar um passo atrás e admitir exceções, porque a montante dessa decisão não foram criadas condições para as pessoas fazerem investigação. Portanto, acabámos por ter transferências de investigadores pouco refletidas dentro das unidades de investigação que temos no Politécnico. No que é que isso resultou? Numa avaliação pouco famosa, com exceção do INED e do SPRINT.

A investigação será, portanto, uma das apostas estratégicas no seu mandato?

Temos claramente de potenciar a investigação dentro do Politécnico e isso vai levar algum tempo. A investigação tem que ser vista como um investimento. E precisamos de ir buscar receitas próprias para investir na investigação. Com certeza que não será neste mandato que os resultados plenos deste nosso esforço se verão, será mais à frente, porque os resultados da investigação, infelizmente, não aparecem de um ano para o outro, nem de um mandato para o outro. Mais uma vez, conto com a colaboração e o bom acolhimento das outras instituições de ensino superior para encontrarmos sinergias.

Estimular a investigação será uma prioridade?

Para termos mais unidades de investigação com uma avaliação de excelência é preciso termos maturidade. É preciso termos indicadores que nos permitam ter esse reconhecimento por parte da FCT. Isto demora tempo, requer investimento e estratégia, desde logo do ponto de vista da distribuição de serviço docente, do orçamento, do financiamento, que é o que vamos priorizar. Temos de investigar mais e melhor.

Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do dia 16/07/2025 do DIÁRIO AS BRIRAS

Autoria de:

Patrícia Cruz Almeida e Dora Loureiro

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