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Coimbra

“Coimbra não tem capacidade nem dimensão para ter duas instituições de ensino superior”

06 de janeiro de 2026 às 10 h08
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DB/Ana Catarina Ferreira

Quais são os principais objetivos para o segundo mandato?

A razão principal que me levou a recandidatar assenta na continuidade. Nestes primeiros quatro anos o foco esteve no investimento, na estrutura e no equipamento, e conseguimos fazê-lo. No próximo mandato vamos focar-nos na reformulação da oferta formativa. É urgente adequar os cursos àquilo que é a realidade do século XXI. Nós temos que progressivamente reduzir a carga de horas letivas. Os alunos têm que ter mais tempo de trabalho autónomo do que propriamente tempo em salas de aula.

Como é que isso vai acontecer?

Uma reforma desta natureza tem que, obrigatoriamente, estar associada a uma reforma das práticas pedagógicas. Não adianta colocar um aluno numa sala de aula se ele não estiver motivado para estar na sala de aula. Nós temos que alterar as práticas pedagógicas para ir de encontro aquilo que são as expectativas dos alunos. Nós temos que, progressivamente, aproveitar aquilo que é a criatividade dos nossos jovens, no sentido de os tornar parte do processo, ou seja, o processo de ensino-aprendizagem não pode assentar apenas num professor transmitir conhecimento ao aluno, mas ser uma prática partilhada. É nesta dialética de professor/aluno que tem de ser completamente projetado o futuro onde a realidade virtual, os simuladores e a inteligência artificial têm um papel preponderante.

A abertura de uma pós-graduação no Hospital Rovisco Pais (Cantanhede) já é parte desse processo?

Em 2026 vamos dar início ao polo da escola, no Centro de Medicina Física e Reabilitação da Região Centro, no Hospital Rovisco Pais, onde vai iniciar, no letivo 2026/2027 o curso, já acreditado, de Terapia Ocupacional. O nosso foco vai ser construir algo disruptivo porque o conceito é fazer um campus onde o aluno vive, estuda, trabalha e se diverte. O projeto tem corrido de uma forma fantástica. No memorando que assinámos em março havia lá um conjunto de ações a desenvolver pelas três entidades. Quero dizer que estão todas a cumprir os prazos e as metas. A primeira delas era colocarmos lá a funcionar a pós-graduação de Integração Sensorial. A procura foi tanta que abrimos duas turmas. A segunda ação era propormos um curso de Terapia Ocupacional à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. Fizemo-lo, foi submetido e já veio acreditado. O que significa que no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026/2027 vai haver vagas para este curso.

Quantas vagas?

Entre 30 a 40 vagas.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (06/01/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Daniel Filipe Pereira

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