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Coimbra: Investigação sobre fogos florestais desaconselha “campo aberto” em redor das casas

20 de janeiro de 2025 às 08 h27
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Cerca de 61% das habitações afetadas pelos incêndios florestais em 2017 na região Centro não foram simplesmente “varridas” pelas chamas no caminho do fogo, mas sim por terem sido atingidas por partículas incandescentes, projetadas pelo vento, que cairam nos telhados, ou entraram pelas portas e janelas, ou sistemas de ventilação, provocando ignições localizadas.

Este facto leva os investigadores do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI – Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, da Universidade de Coimbra – a concluir que as casas em área agrícola devem estar rodeadas por áreas de gestão de combustíveis adequadas.

Ou seja, em vez de um círculo em redor completamente limpo de vegetação, deixando as casas em “campo aberto”, é mais seguro se existirem espécies vegetais autóctones nas proximidades – desde que com o distancimanento legal entre copas – porque reduzem a turbulência do ar e diminuem o risco das fagulhas serem transportadas e caírem em partes vulneráveis das casas.

“O que a legislação obriga é que haja [em redor das habitações] uma faixa de gestão de combustíveis. Não é uma faixa sem combustíveis ou de corte de combustíveis”, notou Miguel Almeida, investigador da ANAI que coordenou o projeto “House Refuge”, com financiamento da Fundação para a Cência e Tecnologia.

Pode ler a notícia completa na edição impressa do dia 20/01/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

António Rosado com Lusa

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