diario as beiras
Coimbra

Coimbra: 1,5 milhões de euros para requalificar o Polo 2

16 de outubro de 2025 às 09 h01
1 comentário(s)
DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

A Universidade de Coimbra (UC) apresentou ontem o projeto de requalificação do Polo 2, um projeto “tão importante e há tanto ansiado”, destacou Alfredo Dias, vice-reitor da instituição responsável pelas áreas do Património, Edificado e Turismo.

Segundo o responsável, trata-se de uma intervenção “relevante”, que contribuirá para “o sucesso do trabalho” realizado no Polo 2, espaço com “muitas características distintivas e de grande abrangência e natureza”.

“É essencial que tenhamos sucesso neste projeto. O que estamos a implementar alinha com as melhores práticas de todo o mundo”, acrescentou.

Segundo o reitor da UC, Amílcar Falcão, a obra vai custar 1,5 milhões de euros e deverá ser iniciada no terreno no ano que vem

Pode ler mais informação na edição impressa e digital de hoje (16/10/2025) do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

José Armando Torres

1 Comentário

  1. andré diz:

    Gostaria de partilhar algumas reflexões a propósito do projeto “Apresentação do Plano de Requalificação do Polo II”, que foi apresentado no passado dia 15 de Outubro de 2025, pela Reitoria da Universidade de Coimbra, e da forma como ele se relaciona com o trabalho que muitos de nós alunos, também desenvolvemos, nomeadamente no âmbito do Concurso da 1ª Conferencia Nacional de Cidades Sustentáveis e Inteligentes, apresentado no Departamento de Engenharia Civil e posteriormente, na Câmara Municipal, dia 22 de setembro, durante a Semana da Mobilidade. Estes Trabalhos distinguiam-se por participação e inquéritos aos utilizadores do Polo II, na valorização e manutenção dos espaços verdes e ainda, na criação de uma área de equipamentos pensada como uma “cidade 15 minutos”, procurando dar vida a um espaço atualmente segregado.
    Supondo que a Faculdade deveria ter conhecimento do concurso e dos projetos apresentados por alunos, parece-me importante perceber por que motivo esse trabalho não foi referenciado. São contribuições académicas relevantes, que refletem envolvimento, investigação e compromisso com o território.
    A Universidade é, antes de tudo, um espaço público de saber, partilha e cooperação, e não apenas um mecenas de projetos que pode ir fazendo encomendas a gosto e vontade própria. O mesmo se aplica ao Polo II, que deve representar um verdadeiro laboratório vivo de interdisciplinaridade.
    Provavelmente o projeto inicial do arquitecto Camilo Cortesão estava mais enquadrado nas necessidades do Polo II. No entanto, com a intenção de mostrar avanços, tanto por parte do último mandato da Reitoria como da nova liderança da Câmara Municipal, parece ter-se optado por uma versão simplificada, quase “lowcost”, que se apresenta mais como uma demonstração de vontade de ação pela imposição do que como resposta estruturada às necessidades do Polo II.
    É legitimo querer mostrar resultados, mas a pressa raramente é boa conselheira em processos que exigem reflexão, continuidade e integração de conhecimento.
    Um plano desta natureza e impacto mereceria, e acredito que ainda merece, uma abordagem integradora, que envolva as diferentes especialidades: arquitetura, transportes, ambiente, hidráulica, sociologia entre outras. Porque um verdadeiro projeto nasce do diálogo e da colaboração, e é isso que esperamos de uma universidade que forma futuros profissionais com consciência crítica e responsabilidade pública.
    Deixo estas questões com o maior respeito, mas também com a convicção de que é através da transparência e do reconhecimento mútuo que fortalecemos a qualidade e a credibilidade da nossa instituição.

    Atentamente,
    andré
    aluno da uc

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Últimas

Coimbra