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Ciclismo: Vuelta com encanto beirão teve lotação esgotada

20 de agosto de 2024 às 08 h24
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DB/Foto de Pedro Ramos

Miúdos e graúdos fizeram, ontem de manhã, uma verdadeira festa popular nas imediações do Parque de Exposições da Lousã. A partida da 3.ª tirada da Vuelta 2024 contou com “casa cheia” e, evidenciando uma simbiose entre paixão e admiração, várias centenas de pessoas vieram ver ao vivo o pelotão da terceira grande volta da temporada velocipédica internacional (World Tour).

Entre aplausos e pedidos para fotografias ou autógrafos, antes da partida dos 175 ciclistas ainda em prova (uma desistência após a 2.ª etapa), o ambiente foi de celebração e comunhão entre curiosos, seguidores da modalidade e as “estrelas” do pedal, os ciclistas.

Na despedida das estradas nacionais, o pelotão teve pela frente uma ligação entre a Lousã e Castelo Branco (191,2 km).

À espera para ver os ciclistas na vila lousanense estava Eduardo Duarte. Com o pequeno Tiago às costas, mais contido nas declarações ao jornalista, este conimbricense de 67 anos foi à Lousã ver, mais uma vez, os praticantes de uma modalidade que admira. “Sou um amante de ciclismo. É a primeira vez que vejo a Vuelta ao vivo, mas não perco uma Volta a Portugal”, assegurou ao DIÁRIO AS BEIRAS.

Numa prova que tem, considerou, “outra dimensão”, o adepto de ciclismo assumiu que gostava “ver mais etapas” da Vuelta em território nacional. Ao lado, atenta à conversa, está Mary Simões, a mãe do pequeno adepto. “Vim fazer companhia ao meu amigo. Gosto de ciclismo, mas é a primeira vez que vejo ao vivo”, contou.

De Coimbra à Lousã a dar ao pedal

Noutro ponto da partida estava, equipado a rigor, com uma camisola da equipa neerlandesa, Visma-Lease a Bike, Pedro Agostinho. Apesar de não ser ciclista da equipa, foi de bicicleta que o conimbricense de 35 anos chegou à Lousã. “Vim de bicicleta de Coimbra. A Vuelta ter uma etapa a começar na Lousã, perto de Coimbra, e eu não vir cá, era quase criminoso”, frisou.

Pedro Agostinho deixou o seu prognóstico para o resto da competição: “Que seja um bom espetáculo, sem grandes lesões. Se o João Almeida ganhar, ainda melhor. Já fico contente com uma boa classificação, o que importa é que seja uma boa prova”, reiterou.

“Aposta ganha” para a autarquia

Também a aplaudir os ciclistas, e visivelmente agradado com o espetáculo, estava o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes. “É uma grande satisfação e alegria vermos que é uma aposta ganha”, assegurou. A “grande adesão do público”, num “momento muito importante de promoção”, deixam Luís Antunes sem dúvidas: “O impacto direto está a superar as expetativas. Toda a envolvência, estrutura e adesão massiva de publico excedeu as expetativas”, reiterou.

Num concelho afamado pelo Rally de Portugal, que através dos ecos da serra trilha um caminho de futuro, o ciclismo pode ser mais um pretexto de visita. “A Lousã é referenciada, a nível internacional, como um destino de eleição para os desportos de BTT. Também temos boas condições para o ciclismo de estrada. Temos a nossa subida épica ao Trevim, no âmbito dos percursos clicáveis das Aldeias do Xisto”, recordou, assumindo que para o Município da Lousã a aposta no ciclismo, seja de estrada ou todo-o -terreno, causa “impacto direto no concelho e em toda a região”.

Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do dia 20/08/2024 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Emanuel Pereira

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