Centenas em coro coletivo pelas ruas de Coimbra na abertura da bienal Anozero
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Transformar o espaço urbano num momento de expressão partilhada sobre a liberdade, é um dos objetivos de uma performance que irá juntar centenas de pessoas num coro coletivo pelas ruas de Coimbra, em abril, na abertura da bienal Anozero.
Intitulada “Libertas – Da Condição da Pessoa Livre”, a proposta, da autoria do artista visual Vasco Araújo, passa por reunir um grupo coral composto por cantores profissionais e semiprofissionais (mas também aberto à participação de qualquer interessado que nunca tenha cantado), para interpretar “Va, pensiero”, o célebre Coro dos Escravos Hebreus da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, um dos mais emblemáticos hinos históricos contra a opressão.
“É uma performance de artes plásticas que faz um ‘open call’ [uma chamada pública] a todas as pessoas da sociedade civil, a quem quiser vir participar, para cantarem sobre a liberdade”, disse à agência Lusa Vasco Araújo.
O artista notou que o tema escolhido – que será interpretado ‘à capella’, sem suporte musical, num percurso pela Baixa da cidade, entre a igreja de Santa Cruz e o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova – “foi tido sempre, desde a sua criação [em março de 1842, data da sua primeira apresentação pública] como um hino contra a opressão”.
“Foi usado pelo povo italiano, primeiro, para se libertar do império austro-húngaro e, depois, na Segunda Guerra Mundial. Em vez de cantarem o hino de Itália, cantavam isto pelas ruas, em tom de liberdade. Porque, na verdade, o próprio coro era um lamento dos escravos hebreus por estarem aprisionados pelo rei Nabucodonosor na Babilónia”, recordou Vasco Araújo.
Apesar de “Libertas” não ser uma proposta inédita, já que foi concebida originalmente para o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT). em Lisboa, em 2019, e replicada, depois, na Bienal de Arte de Pontevedra, a mais antiga de Espanha, chega agora a Coimbra também com o intuito de reunir o maior número de participantes de sempre, entre os 400 e os 500, adiantou.
“Já temos a confirmação de cerca de 200 pessoas de coros profissionais e semiprofissionais, mas a verdade é que queremos mais pessoas. Das duas vezes que fiz, no MAAT foram cerca de 200, em Pontevedra foram quase 300, e quanto mais pessoas melhor. E é muito diferente cantar na rua do que num auditório, também há essa liberdade”, enfatizou Vasco Araújo.
O plano para o coro coletivo que irá desfilar na abertura da Anozero’26 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, em 11 de abril, entre as 15:00 e as 16:30, passa por todos os participantes irem vestidos de branco “como símbolo de paz, de tranquilidade e de harmonia”, dando a ideia de uma massa de gente “e não de um ser individual que está a lutar pela sua liberdade”, notou.
“E um coro é isso, é uma voz que se junta a outras e que faz uma grande massa vocal, que pode mover montanhas. Essa também é a metáfora deste trabalho”, acrescentou.
Sobre os aspetos técnicos da performance, “aberta a qualquer pessoa, que já tenha cantado ou não”, esta será realizada em uníssono pelos participantes, que cantarão o original italiano.
“Originalmente, o Coro [dos Escravos] é dividido em quatro vozes – soprano, meio-soprano, tenor e baixo – aqui não, foi reduzido a uma única voz, com oitavas diferentes. É muito simples de cantar, mesmo se não é um trecho fácil”, disse Vasco Araújo.
O criador que expôs “Mais que a vida”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, contou que, aquando da apresentação em Pontevedra, em 2025, “Libertas” reuniu pessoas idosas, grande parte já na idade da reforma, muitas com mobilidade reduzida.
“Uns cantavam em coros, quase todos amadores, outros não, mas a energia que as pessoas trouxeram, [isso] é o mais importante de tudo e foi absolutamente mágico. Quando atravessámos a cidade, as pessoas que estavam nas esplanadas levantaram-se e juntaram-se a nós”, destacou.
Fonte da produção do espetáculo – que terá um ensaio geral prévio ao desfile coral pelas ruas de Coimbra – indicou à Lusa que os interessados deverão enviar uma mensagem para comunicacao@anozero-bienaldecoimbra.pt, manifestando a sua disponibilidade em participar, sendo depois contactados.
Com uma carreira de quase três décadas, Vasco Araújo está representado em coleções públicas e privadas, em diferentes países, como as do Centre Pompidou, em Paris, do Museu Nacional Reina Sofia, em Madrid, do Museum of Fine Arts de Houston, da Pinacoteca do Estado de S. Paulo, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação de Serralves, em Lisboa e Porto, respetivamente, assim como na Coleção de Arte Contemporânea do Estado.
A Anozero’ 26 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, decorre de 11 de abril a 05 de julho, em vários espaços da cidade, sob o tema “Segurar, Dar, Receber”. É promovida pelo Círculo de Artes Plásticas, em colaboração com a Câmara Municipal e a Universidade de Coimbra.


A Palestina aos Palestinianos! Abaixo o imperialismo sionista! Abaixo o genocídio do povo Palestiniano! O sionismo é apenas mais uma esquizofrenia religiosa!
Abaixo a propaganda sionista encapotada!
Abaixo o nazismo sionista!
Abaixo os genocidas sionistas!
Abaixo os colonatos ilegais!
Abaixo os coros de propaganda sionista!
A Palestina ao Povo Palestiniano!
Coimbra tem a alma vendida à propaganda sionista imperialista!
Esse artista foi subornado pelos propagandistas sionistas!
https://youtu.be/TX_xXMsg9BI?is=mK9y-a2JXqDsF6LS
É assim que todos ascendem na escala social e material. Com favores. A eterna mãozinha subornada pelo interesse e pelo poder.
A escolha desse tema tem por detrás o lobby sionista.
A ópera Nabucco (abreviação de Nabucodonosor), composta por Giuseppe Verdi e estreada em 1842, não é uma ópera sionista no sentido político moderno (o movimento pelo Estado de Israel fundado no final do século XIX).
No entanto, ela é frequentemente interpretada como um símbolo de aspiração nacionalista e libertação, e alguns analistas descrevem-na metaforicamente como uma “ópera sionista” em termos de narrativa bíblica de retorno.
O famoso coro “Va, pensiero” (coro dos escravos hebreus) é uma lamentação sobre o exílio na Babilônia (após a destruição do primeiro templo por Nabucodonosor em 586 a.C.). Embora não fosse a intenção original de Verdi, o público italiano do século XIX associou a dor dos hebreus à luta da Itália pela unificação contra o domínio austríaco (o Risorgimento), tornando-a um hino de resistência nacional.
A ópera retrata o exílio dos judeus na Babilônia, um evento que marcou a primeira diáspora.
Alguns críticos, como Gustavo Perednik, chamam-na de “ópera sionista” para destacar o tema do retorno à pátria (“Oh, mia patria sì bella e perduta”) e a resiliência judaica, sendo uma interpretação temática e não um vínculo com o movimento político sionista moderno.
Nabucco é uma ópera nacionalista italiana que utiliza uma história bíblica de exílio judaico, frequentemente associada à nostalgia de uma pátria, mas que antecede o sionismo político em décadas.
Mas no momento, no contexto global actual, percebe-se bem qual o intento.
Assim ascende o artista. Ou é burro, ou é esperto e gosta de dançar com o “Diabo”!
Artistas pela Liberdade!
Boicotem a propaganda imperialista sionista encapotada!
BOICOTE AO CORO DA APOLOGIA ENCAPOTADA AO IMPERIALISMO SIONISTA PROPOSTO PELO ARTISTA VASCO ARAÚJO NA ABERTURA DA BIENAL ANOZERO!
ABAIXO A OPRESSÃO DO POVO PALESTINIANO DESDE 1967!
Ainda que concedamos a possibilidade de Vasco Araújo ter a pretensão da “ironia do inverso”, revela franca falta de discernimento.
Artistas pela Liberdade dos verdadeiros oprimidos!
ABAIXO A OPRESSÃO DO POVO PALESTINIANO DESDE 1967!