Ceira transborda novamente e população do Cabouco volta a ter água a entrar em casa
“É uma tristeza. Ainda na semana passada houve outra cheia”. Na zona mais alta do Cabouco, na freguesia de Ceira, concelho de Coimbra, Alexandre Batista observa, com consternação, a força da água a domar tudo à sua passagem. “A solução? As terras estão sujas, os rios não têm limpeza. Na minha ideia, o rio devia ter mais profundidade nesta zona”, contou, ao DIÁRIO AS BEIRAS, o ex-emigrante.
Já com 74 primaveras celebradas, Alexandre assumia preocupação evidente pelos habitantes do Cabouco que residem na zona mais próximo do leito do rio Ceira. “Os que estão lá em baixo vivem constantemente com o coração nas mãos”, desabafou.
Depois da Kristin ter feito subir as águas, desta vez foi a depressão Leonardo quem trouxe um visitante indesejado às casas.
Já com algumas habitações evacuadas, de forma preventiva, na zona, os habitantes que permanecem, calejados com situações semelhantes, criam uma “segunda família”, onde a ajuda não liga a nomes, idades ou nacionalidades.
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