CCDR deve privilegiar “coesão da região e não incentivar as guerras”
Fotografia: Pedro Filipe Ramos
Isabel Damasceno realça a importância da união entre os atores regionais, o aproveitamento dos fundos comunitários e a coesão e eliminação das clivagens entre o interior e o litoral. Na hora da saída, em entrevista ao Diário As Beiras, fala da experiência dos últimos seis anos, como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro. Antes, foi vogal, durante nove anos, da Comissão Diretiva dos Programas Operacionais Regionais do Centro.
Que balanço faz destes anos como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, que acabaram por ser mais do que um mandato?
No cargo de presidente estive seis anos, foi um mandato um bocadinho maior. Antes disso, fui vogal, durante nove anos, da Comissão Diretiva dos Programas Operacionais Regionais do Centro. Portanto, foram 15 anos nesta casa. Foi um complemento muito importante para mim, pessoalmente e profissionalmente. Ou seja, não há uma desligação total entre aquilo que é ser presidente de uma câmara e ser presidente da CCDR. Entendo que os meus conhecimentos e a minha experiência de presidente de câmara foram uma mais-valia importante para o cargo que vim a exercer na CCDR. Isto é, assim, quando falamos com os agentes da região não é uma conversa teórica, não é uma conversa intelectual, por muito importante que ela seja, mas é uma conversa muito assente no dia a dia, no terreno, de quem vinha de lá e conhecia as dificuldades, os problemas e os tentava resolver.
Para falar destes 15 anos, o balanço será necessariamente resumido…
Sim, apenas uma apreciação geral, e destaco que foi um privilégio ter estado nestas funções estes anos todos, foi muito compensador do ponto de vista pessoal e do ponto de vista profissional. Foi um privilégio, desde logo, lidar no dia a dia com os agentes regionais – presidentes de câmara, reitores, presidentes de politécnicos, empresários, e muitos outros -, que são de uma enorme qualidade e de uma enorme riqueza, e tentar ajudar a resolver os problemas e ouvi-los para definir a estratégia da região. E foi um privilégio trabalhar internamente com gente da melhor qualidade. A CCDR Centro é uma instituição que alberga grandes competências, gente muito determinada, muito trabalhadora e com grande qualidade técnica e pessoal.
Quando tomou posse como presidente da CCDR Centro quais eram as suas principais prioridades?
Tínhamos várias prioridades e uma delas era elaborar o Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região Centro (PROT-Centro), e a CCDR Centro concluiu perfeitamente aquilo que tinha se tinha prontificado a fazer. Uma preocupação muito grande era ter esta proximidade com os atores regionais e que eu acho, feito o balanço, que conseguimos. Há uma confiança adquirida entre os atores regionais e a instituição CCDR, nas suas várias vertentes: na sua vertente CCDR tradicional e na sua vertente Programa Operacional. Há uma ligação muito próxima e acho que isso foi muito importante, porque instituições que conseguem interagir tornam a região mais rica, mais consistente. Esta capacidade de fazer pontes entre os vários atores regionais foi uma vantagem muito grande que tivemos, tanto minha e da equipa, naturalmente, e de toda a equipa da CCDR.
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