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Câmara da Nazaré com resultado positivo de 1,9 ME em 2025

07 de abril de 2026 às 16 h38
Relatório de contas foi aprovado hoje por maioria em reunião do executivo | Fotografia: Arquivo-Município da Nazaré

A Câmara Municipal da Nazaré fechou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo de 1,9 milhões de euros (ME), segundo o relatório de contas aprovado hoje por maioria em reunião do executivo.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso, refere que este município do distrito de Leiria “manteve o equilíbrio orçamental” durante o ano de 2025, fruto de “uma gestão eficiente”, em que as receitas foram superiores às despesas.

O resultado líquido do exercício saldou-se em 1.904.255 euros, tendo o município arrecadado uma receita total de 26,9 ME (o que corresponde a uma execução de 88%) e tido despesas no valor de 24,3 ME, o que significa um grau de execução de 79,5%.

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Comparativamente a 2024, as receitas totais da autarquia foram superiores em 7,1 ME (mais 36,1%) e os pagamentos em 5,8 ME (mais 30,7%.

A receita corrente ascendeu a 19,7 ME, enquanto a receita de capital foi de 6,6 ME.

A maior fatia da receita resultou dos impostos diretos, que representaram 11,4 ME para os cofres do município. De acordo com o relatório, entre os impostos diretos destacou-se o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), com uma receita de 5,3 ME, seguido da receita de IMI, no valor de 5,1 ME.

Na despesa, a corrente ascendeu a 15,6 ME e a de capital a 8,7 ME.

Os encargos com pessoal tiveram o maior peso nas despesas correntes, totalizando 6,7 ME, seguido da aquisição de bens e serviços, rubrica em que foram gastos seis milhões de euros.

As contas agora aprovadas pelo executivo liderado pelo PSD refletem ainda a gestão do anterior executivo socialista que governava a autarquia aquando da aprovação do orçamento.

Apesar do resultado líquido positivo, na reunião, o presidente do executivo, Serafim António (PSD), manifestou “preocupação” pelo facto de o aumento de receita se dever aos impostos, sendo “altamente imprevisível”.

“Não podemos estruturar a sustentabilidade financeira do município com base em receitas imprevisíveis”, afirmou, considerando que o resultado alcançado em 2025 “deixa uma margem muito reduzida ou mesmo nula para investimento”.

Serafim António considerou ainda que, apesar de no final de 2025 o saldo de gerência do município ser de 2,2 milhões de euros, quando em 2024 era de cerca de meio milhão, “este aumento não traduz boa gestão”. Pelo contrário, disse, “traduz falta de execução” e “inação”.

Na bancada do PS, coube a Milton Estrelinha defender as contas herdadas do anterior executivo socialista, aludindo a vários “indicadores positivos” e a uma evolução da “capacidade efetiva de cobrança” da autarquia que, em 2025, aumentou o grau de execução da receita sem “aumento dos impostos” cobrados ao contribuinte.

As contas acabaram aprovadas por maioria, com a abstenção da vereadora social-democrata Fátima Duarte (que à data da votação do orçamento para 2025 era vereadora da oposição na Câmara da Nazaré) e o contra da única vereadora do Chega.

O relatório de gestão tem ainda de ser aprovada pela Assembleia Municipal, órgão no qual o PSD não tem maioria.

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