Coimbra

Agência Lusa e partidos criticam acusações que Ana Abrunhosa fez a jornalista

12 de abril de 2026 às 11 h52
Ana Abrunhosa, que anunciou que estaria fora do país neste fim de semana, ainda não respondeu às críticas | Fotografia: Arquivo - Pedro Filipe Ramos

A Direção de Informação (DI) da agência Lusa reagiu à polémica resultante das acusações da presidente da Câmara Municipal de Coimbra a um jornalista desta empresa, na passada sexta-feira, escrevendo uma carta a Ana Abrunhosa “repudiando acusações” que dirigiu a João Gaspar, na reunião pública do executivo.

A DI considerou que as acusações da autarca – eleita numa coligação PS/Livre/PAN – foram “descabidas, infundadas e difamatórias” e reiterou a sua confiança em João Gaspar, “cujo percurso de jornalismo na Lusa é irrepreensível”.

Entre as acusações, Ana Abrunhosa havia afirmado que o jornalista faltou à verdade numa notícia sobre a necessidade de obras na Casa do Cinema de Coimbra, imputando-lhe uma “falha deontológica grave”, acusando-o de ter uma “agenda política” própria e que, por isso, retirava-lhe a confiança.

 

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Entretanto, os membros eleitos do Conselho de Redação (CR) da Lusa repudiaram, em comunicado de ontem, aquilo que dizem ser comportamento antidemocrático” da presidente da Câmara de Coimbra”, pode ler-se no texto, acrescentando que “acompanham a Direção de Informação”.

No espectro político, a distrital de Coimbra do Bloco de Esquerda condenou, ontem à noite, a atitude da presidente da Câmara como “um ataque inaceitável ao trabalho jornalístico”. Antes, a estrutura concelhia do PCP já havia identificado, em comunicado, “a tentativa de condicionamento do livre exercício do jornalismo, ocorrida na reunião do executivo municipal de Coimbra”.

Por seu lado, a Iniciativa Liberal de Coimbra (IL/Coimbra) – que está representada na vereação autárquica – referiu que “este comportamento é inaceitável, intimidatório e representa uma ameaça direta à liberdade de imprensa e ao livre exercício do jornalismo”, concluindo, em comunicado, que, “numa democracia saudável, os eleitos são escrutinados, não o contrário”.

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