A nova ponte está no sítio certo?
Trata-se afinal da travessia menos onerosa, dada a dimensão do estuário do Mondego, tal como os nossos antepassados, no século XIX, já tinham avaliado, quando deram início em1885, à construção da ponte ferroviária da B. Lares, não muito distante desta para montante.
Mas esta ponte tem mais virtualidades:
1. É uma ponte estratégica de segurança, garantindo que mesmo numa situação extrema de interrupção da ponte Edgar Cardoso, a ligação a Sul se poderá continuar a fazer sem recurso à autoestrada.
2. É uma ponte Ambiental, ligando a Ecovia Atlântica, inserida no projeto europeu, e que permite a ligação do Norte ao Sul e sua inserção no mapa ambiental europeu.
3. É uma ponte de coesão territorial concelhia, retirando do isolamento as populações do sudeste do concelho da Fig. Foz, encurtando trajetos e evitando deslocações longas e perigosas.
4. A nova ponte é também, e sobretudo, uma mão estendida às populações dos vizinhos concelhos de Montemor e Soure, que veem assim facilitadas as deslocações intermunicipais nos três concelhos – Fig. Foz, Montemor e Soure.
5. Esta nova ponte poderá ser também um acelerador do tecido económico, nomeadamente dos complexos termais e da indústria transformadora do arroz carolino.
Sonhada no mandato de João Ataíde e Carlos Monteiro e executada por este executivo, com o apoio do Fundo Ambiental, esta é verdadeiramente a ponte da Solidariedade. Mais do que duas margens, une o passado e o futuro na defesa do ambiente construindo a solidariedade no espaço intermunicipal.
