Razoavelmente servido em infraestruturas físicas
A Figueira tem uma base de serviços de saúde que muitos gostariam de ter, mas não tem uma resposta robusta, rápida e equitativa que possa dizer que está “bem servida”.
A Unidade Local de Saúde (ULS) é um ativo estratégico, mas faltam respostas rápidas e eficientes, continuidade assistencial e capacidade de fixar profissionais.
Somos um concelho envelhecido, com uma população dispersa e pressão sazonal no verão exigente.
A Figueira tem hospital, o que é uma vantagem, mas a sua proximidade geográfica a Coimbra inevitavelmente impede certos investimentos locais. O desafio é conseguir o máximo de investimento na Figueira e não negligenciar esta apenas pela sua proximidade a Coimbra.
Estar “bem servida” é ter médico de família e exames sem longa espera e não ter a urgência como porta de entrada no sistema.
Vivemos uma desigualdade silenciosa, prejudicando utentes de baixo rendimento, que não podem recorrer ao que a privada complementa.
Economicamente, isto é um erro, o custo em diagnósticos tardios e internamentos evitáveis é altíssimo para o erário público e para as famílias
Nem tudo se resolve localmente, como a falta de profissionais. Temos de exigir resposta do Estado Central dado que ultrapassam as competências das autarquias.
É necessária “servir” rápida e equitativamente com Transparência e Gestão por Evidência, como primeiro passo para a eficiência.
A Figueira está razoavelmente servida em infraestruturas físicas, mas insuficientemente servida de capacitação de profissionais em número e em valências.

