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Giro: Afonso Eulálio diz que “ainda vai demorar a assentar” após feito histórico

01 de junho de 2026 às 17 h00
Figueirense ficou em 6.º na classificação geral e venceu a camisola branca da Juventude | Fotografia: Team Bahrain Victorious

O ciclista português Afonso Eulálio assumiu hoje que ainda não assimilou totalmente o resultado conseguido na 109.ª Volta a Itália, na qual terminou no sexto lugar da classificação geral e venceu na juventude.

De regresso a Portugal, numa receção reservada, com familiares e amigos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, o corredor da Bahrain Victorious mostrou-se satisfeito com o desempenho na prova que começou em 08 de maio e terminou no domingo.

“Penso que ainda vou demorar bastante a assentar tudo isto, apenas tenho a noção de que fiz algo de bom. (…) Sinto-me bem por este momento e agora quero é descansar um bocado”, afirmou, em curtas declarações aos jornalistas.

 

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Além da conquista da ‘maglia bianca’, o figueirense, de 24 anos, liderou a corrida durante nove dias, sendo o segundo português que mais tempo vestiu a rosa, apenas atrás de João Almeida, que o fez durante 15 dias, em 2020.

“Sim, foram nove dias… Acima de tudo, dentro da equipa, trabalhámos sempre muito, sempre 100% focados. Sem nunca ter um dia mau, fomos procurando a perfeição e as coisas acabaram por correr bem”, referiu.

Eulálio aproveitou a oportunidade criada pela desistência do líder da Bahrain Victorious, o colombiano Santiago Buitrago, logo na segunda etapa, para alcançar o terceiro melhor resultado de sempre de um português na geral da ‘corsa rosa’, apenas atrás de João Almeida, que soma três presenças no top 6, e de José Azevedo, quinto classificado em 2001.

“Não foi uma surpresa. Eu sabia que estava bem e que podia estar na disputa, mas não com os melhores dos melhores, que estão a lutar pelo pódio. Raramente tenho as minhas oportunidades, gosto muito de trabalhar. O meu medo era ter um dia muito mau e perder 15 ou 20 minutos. Sabia que, se estivesse sempre bem, estaria pelo menos perto do top 10”, explicou.

Na sequência do resultado obtido em Itália, o corredor admite que a exigência da equipa poderá aumentar e revelou que “provavelmente” estará na Volta à Suíça, que começa em 17 de junho, embora pretenda privilegiar a recuperação física antes de tomar uma decisão definitiva.

O resultado alcançado abre novas perspetivas para futuras grandes Voltas, mas o português prefere resfriar expectativas: “Não sei, na verdade, gosto bastante mais de clássicas. Claro que vamos continuar a trabalhar dentro da equipa, talvez para correr uma semana, mas acima de tudo é continuar a trabalhar de uma forma geral e ver o que podemos fazer no futuro”, concluiu.

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