Aguiar-Branco salienta caráter nacional e isenção da agência Lusa
Fotografia: DR
O presidente da Assembleia da República elogiou hoje o papel desempenhado pela agência Lusa ao longo das últimas quatro décadas, salientando o seu caráter nacional, a abrangência ao nível da informação e, sobretudo, a sua independência.
Esta posição foi defendida por José Pedro Aguiar-Branco após ter inaugurado no átrio principal da Assembleia da República a exposição da agência Lusa denominada “40 anos/40 fotografias”.
“A agência Lusa não cobriu apenas os grandes protagonistas, reportou a vida dos portugueses, esteve e está em todo o país, em todas as regiões e assegura que todos têm voz”, sustentou o presidente da Assembleia da República no seu breve discurso.
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Na perspetiva de José Pedro Aguiar-Branco, a exposição agora inaugurada no Parlamento, mostrando 40 fotografias relativas a momentos marcantes das últimas quatro décadas, reflete “o caráter nacional da agência Lusa”.
“Reflete a sua abrangência, mas, também, muito importante, a sua isenção. Estamos perante imagens que mostram o que o país mudou ao longo das últimas quatro décadas. Imagens que mostram desenvolvimento e sucessos políticos, mas, também, protestos, manifestações e polémicas”, observou.
Ainda em relação à isenção da agência Lusa no paradigma da comunicação social portuguesa, o presidente da Assembleia da República frisou que “o trabalho da imprensa não visa agradar ao poder, mas, sim, escrutiná-lo”.
“Esta exposição vai percorrer o país, mas fazia todo o sentido estar aqui hoje na Assembleia da República. Queremos valorizar na Casa da Democracia a liberdade de imprensa e o direito de informar e ser informado”, declarou.
Direitos que, como acentuou logo a seguir José Pedro Aguiar-Branco, “só existem – e nunca é demais lembrá-lo – porque alguém os exerce, porque alguém os pratica”.
A exposição itinerante “40 Anos | 40 Fotografias”, inaugurada hoje no átrio principal da Assembleia da República, integra as comemorações do aniversário da agência Lusa e reúne fotografias captadas por atuais e antigos fotojornalistas da agência de notícias nas últimas quatro décadas.
A primeira foto, de 1986, retrata a fusão das agências noticiosas ANOP e NP que resultou na agência Lusa. Estão também expostos registos de momentos marcantes da vida do país como a vitória de Rosa Mota na maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988; a atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, em 1998; a queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001; a detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates, em 2014; ou a conquista do Campeonato da Europa de futebol de 2016.
A exposição conta ainda com uma secção dedicada à Assembleia da República e tem um texto do sociólogo e antigo deputado António Barreto, no qual se salienta o papel “indispensável” da Lusa, considerando mesmo que “é uma chave para compreender o passado recente” de Portugal.

