Pinheiros cortados num separador da avenida Elísio de Moura
Árvores cortadas num dos separadores da avenida - Foto DB - Pedro Filipe Ramos
Dezenas de pinheiros-mansos já foram cortados na avenida Elísio de Moura, em Coimbra, tendo sido
A intervenção, segundo a Câmara de Coimbra, está a ser efetuada com base num parecer técnico realizado pela Universidade de Coimbra, que indicou que as árvores terão que ser abatidas por “incompatibilidade estrutural da espécie com as condições do subsolo, que impedem o desenvolvimento normal das raízes”.
O município esclarece ainda que a origem do problema “não reside apenas nas árvores, mas num erro estrutural associado à configuração do subsolo urbano”.
“O parecer técnico identifica a existência de um antigo pavimento enterrado, que funciona como barreira impermeável” e impede o desenvolvimento das raízes em profundidade. Este “efeito de colete de forças” levou ao crescimento desordenado das raízes, que procuraram espaço lateral, rompendo lancis e levantando o pavimento”, referiu, em comunicado, o executivo municipal.
No mesmo estudo da Universidade de Coimbra é clarificado que há também um “desequilíbrio bio mecânico das árvores”, que “apresentam um risco elevado de queda”.
Miguel Dias, do movimento ClimAção Centro, admitiu que não havia outra solução. “Não há outra alternativa que não o abate das árvores. O tipo de árvore e a forma como foram plantadas, com pouco espaço para as raízes, foi prejudicial”, sublinhou o ambientalista.
A Câmara de Coimbra não refere o número de árvores que serão abatidas, mas, segundo Miguel Dias, poderão ser até 47 os pinheiros-mansos a serem retirados, nos separadores da avenida Elísio de Moura .

