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Concorda com a compra dos terrenos da Crigado?

12 de maio de 2026 às 10 h15

Concordo. Lamentavelmente, quem a nível central autorizou demitiu-se das suas responsabilidades e teve de ser a autarquia, enquanto primeira linha da defesa dos cidadãos e da sua qualidade de vida, a resolver o problema.

Em política, a memória é curta. Recordemos, nos anos 90, a luta pelos aterros sanitários, a co-incineração em Souselas e até a pedreira de Maiorca para aterro de resíduos inertes. Isto para não falar na destruição das falésias do Cabo Mondego, na sua lixeira a céu aberto, tapada à pressa e que o então PR, Mário Soares, numa Presidência Aberta, criticou abertamente. Para não falar dos efluentes industriais da Celbi e da Soporcel, que, a céu aberto, se mantiveram até à construção do emissário submarino da Leirosa.

E tudo isto se passa no preciso momento em que o Governo altera a legislação de proteção ambiental que, com o pretexto de acelerar investimento e desburocratizar, retira à APA e ao ICNF a função de parecer obrigatório, restando a fiscalização a posteriori.

Enfim… “Que Deus lhes ponha a mão por baixo, que outro mérito lhes não vejo”.

Nota final: a proteção ambiental é também um espaço de Responsabilidade Social das empresas. A recente iniciativa do Grupo Vila Galé, do meu “velho” amigo e colega de curso, Rebelo de Almeida, de juntar cerca de 100 colaboradores da empresa para pintar a creche da APPACDM, na Fontela, é exemplar. Enquanto outros passam, ou passaram, na Figueira para desmantelar empresas, despedir colaboradores, fazer lucro fácil e partir, o Grupo Vila Galé dá um excelente exemplo de solidariedade.

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