A Figueira lucraria com a regionalização?
A questão posta tem uma dimensão maior do que pressupõe, portanto está para lá da Figueira. A regionalização está outra vez entre os assuntos que ocupam as discussões sobre a organização do Estado. Porque, para muitos, são necessárias reformas que ajustem a organização político-administrativa às exigências do processo de desenvolvimento.
O debate é rico, sobressaindo a ideia de que é necessário aproximar das pessoas o poder e a decisão das regiões, muitas das vezes confundindo descentralização com o que está subjacente à regionalização.
Convém que se entenda a diferença, porque a regionalização pressupõe legitimidade democrática, com responsabilidade política, com a possibilidade de avaliação do desempenho. Coisa que não é possível com o atual modelo das CCDR, embora as transferências de competência, com o pressuposto de descentralização, apresentem um aparente esforço que mais tarde avaliaremos. Precisaremos de conhecer o modelo que será proposto e quais as áreas de decisão remetidas às regiões de forma a que a decisão seja consequente com a sua criação.
Ter conhecimento da realidade dos territórios permitirá tomar melhor decisões sobre políticas públicas, planear, esbater desigualdades, competir por captar investimento e pugnar pela qualidade de vida das pessoas. Neste contexto, é evidente que poderá haver benefícios para as regiões e para uma cidade como a Figueira, que tem um forte potencial em várias dimensões, logo poderá obter vantagens, potenciadas pela escala regional, como é exemplo o porto comercial ou um parque eólico.
