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Assembleia Municipal aprova moção para centro cívico do Ingote em Coimbra

29 de abril de 2026 às 17 h49
Fotografia: Pedro Filipe Ramos

A Assembleia Municipal de Coimbra aprovou hoje, com uma maioria de abstenções, uma moção da CDU que defende a concretização do projeto Centro Cívico e Cultural do Planalto do Ingote e Monte Formoso.

A proposta foi aprovada com 23 votos a favor (CDU, PSD, Chega, Nós, Cidadãos!, Livre, Bloco e PPM), 27 abstenções (PS, CDS-PP, PAN e IL) e um voto contra da bancada socialista, que lidera a Assembleia Municipal e a Câmara de Coimbra.

O documento consultado pela agência Lusa recorda que aquela zona da cidade continua sem um equipamento público que responda às necessidades culturais, sociais e associativas da população, referindo que este projeto é uma pretensão antiga “e amplamente reconhecida” pelos munícipes.

 

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A moção defende que se crie um espaço “digno para a realização de atividades culturais e recreativas”, reafirmando a urgência da construção, cujo projeto de arquitetura é assinado por Carrilho da Graça, contratado pela autarquia em 2005 para o efeito.

O documento aprovado recomenda ainda ao município que avance com um calendário concreto “para a sua estruturação e construção” e a avançar com os procedimentos necessários para “a concretização deste equipamento”.

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN), referiu que o projeto original inclui um conjunto de equipamentos sociais (nomeadamente um lar e outras valências) e uma intervenção “muito grande”.

Apesar disso, Ana Abrunhosa afirmou que o município pretende avançar com “um espaço de apoio à população e à dinâmica comunitária”, referindo que esse projeto, não está incluído num empréstimo a ser contraído pela autarquia para várias empreitadas por precisar “de uma grande revisão” e de incluir “a participação das associações [de moradores] e da Junta de Freguesia”.

A autarca comprometeu-se a rever o projeto nos próximos três anos, para que esse espaço possa ser incluído num investimento futuro do município.

Na Assembleia Municipal, o presidente da União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, Luís Correia, recordou que o projeto definido por Carrilho da Graça estruturava o espaço em três edifícios (três na área da saúde, ligados à fundação ADFP e três municipais, incluindo auditório, polidesportivo e espaço de apoio à população).

“O problema não é falta de estudos, nem de consenso. O problema é outro: é falta de decisão e de prioridade no investimento”, vincou.

Luís Correia reconheceu que o projeto está “sobredimensionado, depende de múltiplas entidades”, sendo necessário “fasear, priorizar e executar”, considerando que a autarquia deveria assumir um papel ativo e começar “pelo que é mais necessário e mais exequível – um espaço de apoio à população e à dinâmica comunitária”.

O deputado municipal do PS Luís Silva anunciou inicialmente um voto contra o projeto, mas posteriormente deu nota de um recuo da bancada socialista, após apelo lançado por Ana Abrunhosa, face à componente simbólica da moção.

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