10 Junho: Seguro e Montenegro apelam ao regresso de emigrantes e lusodescendentes
Presidente da República e primeiro-ministro estão no Luxemburgo a celebrar o Dia de Portugal | Fotografia: Arquivo
O Presidente da República, António José Seguro, defendeu que Portugal é hoje um país moderno “que quer de volta os seus” e, já sendo “extraordinário para se viver”, também “deve ser extraordinário para se trabalhar”.
Numa cerimónia com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, que marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou o “potencial de desenvolvimento” de Portugal e deixou um pedido aos emigrantes e lusodescendentes presentes.
“Portugal precisa de todos vós e nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo, seja esse futuro construído no regresso que ambicionamos muitos possam ter a Portugal, seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença quer em Portugal, quer no Luxemburgo”, disse.
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Minutos depois, António José Seguro foi ainda mais claro, dizendo que Portugal “é um país que quer receber de volta os seus”-
“Os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si”, afirmou.
O chefe de Estado recordou o que disse recentemente a jovens portugueses em Madrid, na sua primeira visita desde que tomou posse a 09 de março.
“Portugal é um extraordinário país para se viver. E deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumo”, afirmou.
Seguro elogiou a tradição de celebrar o Dia de Portugal também junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, iniciada pelo seu antecessor Marcelo Rebelo de Sousa, e disse que o Luxemburgo foi a sua “primeira opção” para celebrar esta data, agradecendo a concordância imediata do primeiro-ministro com esta escolha.
“Hoje não é apenas uma visita, é um abraço de Portugal aos seus. A todos os seus. Um abraço dado em conjunto, Presidente da República, primeiro-ministro e deputados da Assembleia da República expressando o compromisso com os nossos valores fundamentais enquanto nação, o orgulho de ser português e o respeito pelos portugueses que vivem e trabalham fora de Portugal”, afirmou.
Seguro reiterou a importância da língua portuguesa “como o elo mais profundo” e renovou um compromisso.
“Portugal tem a responsabilidade de garantir às comunidades na diáspora uma rede que permita aos seus filhos continuar a aprender português”, apontou.
Também o primeiro-ministro assegurou que o Governo continua “muito empenhado juntamente com a Presidência da República e a Assembleia da República” em fortalecer a ligação entre Portugal e as comunidades.
“Queremos um Estado cada vez mais próximo dos portugueses no estrangeiro, independentemente da distância. Muito, muito há ainda a cultivar e a fazer para sermos mais próximos e aproveitarmos todo o potencial que a proximidade nos pode dar”, admitiu.
Seguro e Montenegro saudaram, nos seus discursos, a recente eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não permanente e deixaram elogios à situação do país.
“É um país moderno, aberto ao mundo, comprometido com a inovação e com a troca de conhecimento. Um país que se transformou profundamente nas últimas décadas e com um forte contributo da diáspora”, realçou Seguro.
“Portugal é hoje um país que junta a sua localização geoestratégica com um valor acrescentado dada a circunstância geopolítica internacional nos dias de hoje, um povo trabalhador, um povo com vontade de levar mais longe o conhecimento, a ciência, a inovação, a criatividade”, destacou, na mesma linha, Montenegro.
Tanto o chefe de Estado como o de Governo realçaram o dinamismo da comunidade portuguesa no Luxemburgo, que representa mais de 13% da população do país, e agradeceram a presença do Grão-Duque nesta cerimónia.
Este é o primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebrado no Luxemburgo e também o primeiro assinalado em conjunto por Seguro e Montenegro.
As comemorações do 10 de junho prosseguirão em território nacional na ilha Terceira (Açores) na terça e quarta-feira.