The Twist Connection celebram dez anos de carreira com concerto no TAGV
Espetáculo realiza-se no próximo sábado | Fotografia: Facebook The Twist Connection
Os The Twist Connection assinalam no sábado dez anos de carreira com um concerto no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, cidade também ela responsável pela música que o trio faz.
O concerto assinala o 10.º aniversário da banda e marca também o lançamento em vinil do quinto e último álbum do trio de rock’n’roll, “Concentrate, Give It Up, It’s Too Late”, editado em 2025.
“Não é um concerto que se tenha feito numa perspetiva de uma gala séria, de retrospetiva aos cinco álbuns. Vamos tocar temas de todos os discos e vamos tocar em casa, que é sempre especial, porque nós não fazíamos a música que fazemos se não viéssemos daqui”, disse à agência Lusa Carlos “Kaló” Mendes, baterista e vocalista da banda.
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A própria formação do trio conta parte do legado punk e rock de Coimbra: Carlos “Kaló” Mendes passou pelos Tiguana Bibles, Bunnyranch, Tédio Boys, Wraygunn e The Parkinsons; Sérgio Cardoso foi baixista nos Tédio Boys, Wraygunn e M’as Foice; Pedro Chau (novo baixista do trio) passou pelos 77, The Parkinsons e Garbage Cats; Samuel Silva pelos Jack Shits.
“Para mim, o concerto é para nos juntarmos e fazermos aquilo que é sempre a coisa mais importante, que é tocar ao vivo, que é um privilégio para nós”, afirmou.
No concerto de aniversário, a banda terá apenas como convidada Sofia Leonor, dos So Dead.
O trio, que hoje tem Pedro Chau no baixo, não irá apresentar qualquer rearranjo de músicas passadas, disse Carlos Mendes, mas notou que, com uma pessoa nova na banda, as abordagens aos temas são diferentes.
Segundo o vocalista dos The Twist Connection, o concerto terá um foco especial no último álbum e o preferido de Carlos Mendes.
“É um disco feito de uma forma complicada. Começou ainda a ser gravado com o Sérgio [Cardoso] e depois aconteceram coisas na vida das pessoas. É um disco em que se abordam as músicas de uma forma mais pragmática”, afirmou.
O último álbum tem a Estação Nova de Coimbra e as obras associadas ao ‘metrobus’ na capa, numa referência a um ponto de partida e de chegada da cidade e, ao mesmo tempo, à vida das pessoas, “que poderia estar completamente em obras”, disse.
“O relógio daquela estação acompanha-me desde sempre. Há sempre um movimento, há sempre obras, que se podem dar numa vida ou numa banda. Está relacionado com essa ideia de transformação, de andar para a frente”, salientou Carlos Mendes.
Os The Twist Connection lançaram o seu primeiro álbum em 2016, na altura formados por Carlos Mendes, Sérgio Cardoso e Samuel Silva, num percurso onde não há referências ao rockabilly, garage rock, punk e pós-punk.
Depois deste concerto, a banda irá tocar em Leiria (dia 15), seguindo-se Castelo Branco (16), estando também confirmados vários concertos em Espanha no mês de junho.
